Brent avança quase 8% no dia, favorecendo papéis ligados ao setor de energia e impulsionando a bolsa brasileira acima dos 188 mil pontos.

O Ibovespa fechou em alta robusta nesta sessão, descolando de Wall Street e das bolsas europeias, que encerraram no vermelho. O dólar operou praticamente no zero a zero frente ao real. A disparada do petróleo Brent, maior valorização diária em semanas, foi o principal vetor do movimento positivo da bolsa brasileira, favorecendo ações do setor de energia e sustentando o índice ao longo de toda a tarde.

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Petróleo dispara e puxa bolsa brasileira para cima

O Brent avançou próximo de 8% no dia, em um dos maiores saltos recentes da commodity. O movimento favoreceu diretamente papéis de peso no Ibovespa ligados ao setor de petróleo e energia, que respondem por fatia relevante do índice. Enquanto mercados externos recuavam, o Brasil encontrou nesse vetor setorial um amortecedor contra o ambiente internacional adverso.

Ativo Variação Valor
Dólar ▲ 0,01% 5,106
Ibovespa ▲ 1,42% 188.269
Dow Jones ▼ 0,60% 52.064
S&P 500 ▼ 0,58% 7.592
Nasdaq ▼ 0,65% 26.082
Stoxx 600 ▼ 0,60% 635,97
FTSE 100 ▼ 0,57% 10.609
Petróleo Brent ▲ 7,87% 108,95
Bitcoin ▼ 1,38% 77.208
T-Note 10 anos (yield) ▲ 2,21% 4,944

Às 18h30 (Horário de Brasília)10/09/2026

Wall Street cede; juros longos nos EUA pressionam ativos de risco

As principais bolsas americanas, Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq, encerraram em queda moderada. O yield do T-Note de 10 anos subiu para perto de 4,94%, sinal de que o mercado de renda fixa americano segue testando os limites da política fiscal dos EUA, num ambiente em que o Valor Econômico destacou a pressão crescente sobre o Tesouro americano para conter a escalada dos juros longos. O aperto das condições financeiras globais limita o apetite por risco no exterior.

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Cenário doméstico: Copom, STF e agenda política no radar

No front interno, o mercado de opções precifica probabilidade de 95% de um corte de 0,25 ponto percentual na Selic na próxima reunião do Copom, o que ajuda a ancorar expectativas para juros futuros. Paralelamente, a crise institucional em torno do STF permanece como ruído de fundo: ministros da corte se reuniram ao longo do dia para articular a sessão da próxima semana, e o pronunciamento do presidente do tribunal está previsto para segunda-feira. O cenário político segue gerando atenção, mas sem impacto agudo sobre os ativos nesta sessão.

Bitcoin recua; Oracle supera projeções com impulso da IA

No mercado de criptomoedas, o Bitcoin registrou queda de cerca de 1,4%, operando abaixo dos 77.500 dólares, acompanhando o tom mais cauteloso do mercado americano. No setor de tecnologia, a Oracle divulgou resultados do primeiro trimestre fiscal acima das projeções de receita, impulsionada pela demanda por infraestrutura de inteligência artificial, dado que ganhou destaque mesmo em um dia de recuo generalizado para o Nasdaq.

O pregão desta sessão reforça como fatores setoriais, especialmente commodities, podem isolar o mercado brasileiro de turbulências externas em dias específicos. Para o próximo pregão, o mercado deve continuar monitorando o comportamento do petróleo, a trajetória dos juros longos americanos e os desdobramentos do ambiente institucional doméstico, que seguem como variáveis abertas.