O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição, elogiou nesta quinta-feira (10) a conduta do presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, diante da crise institucional que abala a Corte. Para Tarcísio, as medidas tomadas pelo magistrado representam um esforço de recomposição da ordem e conferem maior previsibilidade ao ambiente jurídico do país.
Ao ser questionado por jornalistas, o governador declarou ter criticado, nos dias anteriores, a ausência de direção e de segurança jurídica no STF. Nesta ocasião, porém, o tom foi de reconhecimento: segundo ele, a intervenção de Fachin funciona como um mecanismo de contenção dos conflitos internos, e sua expectativa é que o presidente da Corte consiga conduzir a saída da crise, cuja extensão, avaliou, já compromete a credibilidade do Supremo.
Entre as iniciativas que motivaram o elogio, Fachin suspendeu as decisões dos ministros André Mendonça e Flávio Dino relativas à cúpula da Polícia Federal, mantendo Andrei Rodrigues à frente da direção-geral da corporação. O presidente do STF também avocou para si a relatoria do inquérito das fake news, que estava sob responsabilidade do ministro Alexandre de Moraes. Adicionalmente, Fachin estabeleceu que procedimentos com potencial de resultar em investigação contra integrantes do próprio tribunal sejam analisados previamente de forma colegiada, medida interpretada como tentativa de reduzir atritos internos.
Segundo o Valor Econômico, Tarcísio estendeu suas declarações ao caso do filme Dark Horse e defendeu a investigação do financiamento da produção, cujos recursos teriam sido repassados pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master. O governador não detalhou os contornos da apuração que considera necessária, mas o posicionamento sinaliza atenção ao tema em meio ao cenário político aquecido.
A movimentação de Fachin ocorre em um momento de tensão elevada dentro do STF, com disputas internas sobre competências e relatorias expondo divergências entre ministros de forma incomum. Para o mercado financeiro, a percepção de instabilidade institucional em torno da Corte é monitorada como fator de risco ao ambiente de negócios e à confiança dos investidores no arcabouço jurídico brasileiro.
Editorial BolsaNews





