A Nvidia, fabricante de chips que se tornou uma das empresas mais valiosas do planeta com a corrida pela inteligência artificial, conquistou no segundo trimestre uma nova posição de destaque: a companhia ingressou no grupo das dez maiores pagadoras de dividendos do mundo, após elevar o provento por ação de US$ 0,01 para US$ 0,25 na comparação anual. O dado foi divulgado nesta terça-feira (15) pelo Índice Global de Dividendos e Recompras da Janus Henderson.
O movimento reflete a expansão acelerada do fluxo de caixa livre da companhia, impulsionada pelo crescimento das receitas ligadas à demanda por processadores voltados a aplicações de inteligência artificial. Segundo a InfoMoney, a gestora responsável pelo índice avalia que o salto parte de uma base historicamente baixa e que o setor de tecnologia ganha relevância crescente para investidores orientados à busca de renda, embora ainda não se consolide como um segmento tipicamente focado em distribuição de proventos.
No panorama global, as empresas que compõem o índice distribuíram cerca de US$ 757,8 bilhões em dividendos durante o trimestre. O crescimento subjacente, que exclui pagamentos extraordinários, variações cambiais e efeitos de calendário, alcançou 7,3% na comparação anual, enquanto a variação nominal ficou em 3,2%, influenciada por esses fatores de ajuste.
A Saudi Aramco manteve a liderança do ranking, respondendo por 3,1% do total de dividendos apurados no índice. A empresa petrolífera saudita é seguida por Nestlé e HSBC, que repetem as posições ocupadas um ano antes. Juntas, as vinte maiores pagadoras globais distribuíram US$ 136,2 bilhões em proventos regulares no período, o equivalente a aproximadamente 18% do total estimado de dividendos globais.
A entrada da Nvidia nesse grupo sinaliza uma mudança gradual no perfil dos maiores distribuidores de proventos no mundo, historicamente dominado por empresas de energia, serviços financeiros e bens de consumo. A trajetória do setor de semicondutores no índice tende a ser acompanhada de perto por gestores de portfólio globais que monitoram a combinação entre crescimento de capital e geração de renda para o acionista.
Editorial BolsaNews





