Bolsa alterna entre leves ganhos e perdas enquanto mercado acompanha sessão histórica no STF; setor siderúrgico lidera altas.

O Ibovespa abriu o pregão desta terça-feira próximo à estabilidade e mantém essa tonicidade até o fechamento desta edição, às 11h05, sem conseguir definir uma direção clara. O dólar, por sua vez, também oscila com amplitude reduzida, operando em leve queda, movimento que o mercado associa, em parte, à divulgação de pesquisas eleitorais e a um leilão do Banco Central, em meio a dados fracos de varejo.

STF pauta o humor do mercado doméstico

O julgamento de Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal ocupa o centro das atenções do mercado nesta sessão. A perspectiva de um desfecho com participação de Cármen Lúcia, Nunes Marques e Toffoli, ministros cujos votos podem ser decisivos, eleva o grau de atenção dos operadores para o ambiente político-institucional. Sessões com esse perfil tendem a aumentar a volatilidade intradia, especialmente em ativos mais sensíveis ao risco doméstico.

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Ativo Variação Valor
Ibovespa ▼ 0,04% 185.959
Dólar ▼ 0,01% 5,143

Às 11h05 (Horário de Brasília)15/09/2026

Maiores Altas do Dia (Ibovespa)

Ativo Variação Valor
GERDAU MET (goau4) ▲ 1,96% 11,44
USIMINAS (usim5) ▲ 1,71% 7,150
PETROBRAS (petr3) ▲ 1,56% 55,46
PETROBRAS (petr4) ▲ 1,38% 49,79
CSNMINERACAO (cmin3) ▲ 1,12% 6,300

Maiores Baixas do Dia (Ibovespa)

Ativo Variação Valor
MINERVA (beef3) ▼ 2,91% 4,000
HAPVIDA (hapv3) ▼ 1,34% 6,640
MOTIVA SA (motv3) ▼ 1,16% 16,23
FLEURY (flry3) ▼ 1,11% 21,32
MAGAZ LUIZA (mglu3) ▼ 1,08% 5,510

Siderurgia e Petrobras sustentam o lado comprador

No campo das ações, o setor siderúrgico se destaca positivamente neste início de pregão, com Gerdau Met e Usiminas entre os maiores ganhos do Ibovespa. Os papéis da Petrobras também operam em alta, acompanhando o movimento do petróleo no mercado externo, onde a combinação de pressões inflacionárias e expectativa sobre a política do Federal Reserve mantém o barril em patamar relevante para as exportadoras brasileiras.

Fed e inflação global ainda no radar

No front externo, a perspectiva de que inflação persistente e preços do petróleo possam pressionar o Federal Reserve a manter os juros americanos elevados por mais tempo segue como pano de fundo para os mercados globais. O mercado americano ainda não abriu neste momento, os pregões em Nova York têm início às 10h30 (horário de Brasília), e seus desdobramentos serão acompanhados ao longo da tarde.

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Varejo e saúde pressionam o lado vendedor

Entre as maiores quedas do Ibovespa nesta manhã, Minerva, Hapvida e Magazine Luiza figuram com perdas mais expressivas. No caso do varejo, o movimento reflete o ambiente de juros ainda elevados no Brasil, que comprime margens e eleva o custo de capital do setor. Ações do segmento de saúde também operam em baixa, sem um catalisador pontual identificável nas notícias da manhã.

O pregão segue aberto e o mercado continua monitorando o andamento do julgamento no STF e os primeiros sinais dos mercados americanos após a abertura de Nova York. A volatilidade reduzida desta manhã pode não se sustentar ao longo da sessão caso haja desdobramentos relevantes no front político ou no exterior.

Editorial BolsaNews