Índice recua cerca de 0,5% no fechamento; Magazine Luiza lidera altas com ganho superior a 6%, enquanto petroleiras dominam as perdas do dia

O Ibovespa fechou o pregão desta quarta-feira em queda moderada, com as ações do setor de petróleo exercendo a principal pressão sobre o índice. O movimento contrasta com um desempenho robusto do varejo doméstico, cujos papéis figuraram entre as maiores valorizações da sessão. O dólar encerrou o dia praticamente no zero a zero frente ao real.

Petróleo derruba Petrobras e PRIO no pregão

As ações da Petrobras tanto ordinárias quanto preferenciais e da PRIO lideraram as baixas do Ibovespa e foram o principal vetor de queda do índice no dia. O movimento reflete pressão sobre o setor de petróleo em um contexto de incertezas globais, com a decisão judicial argentina ordenando que petrolíferas suspendam atividades nas Ilhas Malvinas adicionando ruído ao ambiente do setor na região. Usiminas e Bradespar também figuraram entre as maiores perdas, com o setor de commodities metálicas igualmente pressionado.

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Ativo Variação Valor
Ibovespa ▼ 0,51% 185.548
Dólar ▼ 0,02% 5,152

Às 21h00 (Horário de Brasília)16/09/2026

Maiores Altas do Dia (Ibovespa)

Ativo Variação Valor
MAGAZ LUIZA (mglu3) ▲ 6,64% 5,940
ASSAI (asai3) ▲ 4,66% 10,10
SID NACIONAL (csna3) ▲ 4,03% 6,460
RAIADROGASIL (radl3) ▲ 4,01% 20,23
LOJAS RENNER (lren3) ▲ 3,14% 11,50

Maiores Baixas do Dia (Ibovespa)

Ativo Variação Valor
PRIO (prio3) ▼ 4,72% 62,58
PETROBRAS (petr3) ▼ 4,27% 53,83
PETROBRAS (petr4) ▼ 3,53% 48,65
USIMINAS (usim5) ▼ 3,17% 7,030
BRADESPAR (brap4) ▼ 2,93% 20,85

Varejo e saúde registram altas expressivas

Magazine Luiza disparou mais de 6% e liderou as valorizações do dia, seguida por Assaí, Raia Drogasil e Lojas Renner. Analistas monitoram o desempenho do segmento doméstico em meio ao ciclo de política monetária em curso, com o Copom tendo sinalizado cautela sobre o ritmo futuro de cortes na Selic. O comportamento dos papéis ligados ao consumo interno segue como variável acompanhada de perto pelo mercado diante do cenário de juro ainda elevado.

Copom e Selic: juro real mais alto do mundo em foco

A decisão do Copom de levar a Selic a 13,75% ao ano dominou o debate do mercado ao longo do dia. Com esse patamar, o Brasil passa a ostentar o maior juro real do mundo, segundo o Valor Econômico. O comitê manteve a próxima decisão em aberto, condicionando o ritmo dos cortes ao comportamento dos dados de atividade, inflação e ao cenário político-eleitoral doméstico, fatores que o mercado seguirá monitorando nas próximas semanas.

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Dólar estável; agenda internacional permanece no radar

A moeda norte-americana encerrou o dia com variação mínima frente ao real, refletindo um ambiente externo sem choques agudos. A declaração do presidente Donald Trump de que ainda confia em Kevin Warsh como possível chair do Fed foi acompanhada pelo mercado sem grandes reações, mas mantém viva a discussão sobre a direção da política monetária americana, variável que tende a influenciar o fluxo de capitais para emergentes como o Brasil.

Com o fechamento desta quarta, o mercado encerra uma sessão de sinais mistos: pressão concentrada em commodities e alívio no varejo doméstico, em um ambiente ainda calibrado pelas definições do Copom e pelas incertezas do cenário externo. A agenda dos próximos dias, com novos dados de atividade e inflação, deve pautar o humor dos investidores nas próximas sessões.

Editorial BolsaNews