A Petrobras comunicou ao mercado nesta quinta-feira (17) que reajustará em R$ 1 o preço de venda do óleo diesel A para as distribuidoras. O aumento, contudo, não deverá se traduzir em alteração nos valores praticados ao longo da cadeia de distribuição, uma vez que o governo federal introduziu um mecanismo de subvenção de mesma magnitude para compensar integralmente a alta.

O novo subsídio, com vigência de 30 dias, foi instituído por medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na semana passada. A iniciativa garante que o preço efetivo cobrado pela estatal às distribuidoras permaneça no mesmo patamar anterior ao reajuste, segundo informações da própria companhia.

A nova subvenção se soma a um benefício já em vigor, de R$ 1,12 por litro, cuja validade se estende até 26 de setembro. Durante o período em que as duas medidas coexistirem, a subvenção total ao diesel atingirá R$ 2,12 por litro, montante que reflete o esforço do governo para conter a pressão inflacionária sobre o combustível amplamente utilizado no transporte de cargas e no agronegócio brasileiro.

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O movimento combina dois gestos simultâneos de sentidos opostos: a Petrobras recompõe margens por meio do reajuste formal de preços, enquanto o Tesouro Nacional assume o custo da diferença via subvenção direta. O arranjo preserva o equilíbrio comercial da estatal sem transferir o ônus ao consumidor final, ao menos enquanto o subsídio estiver ativo.

A expiração do benefício mais antigo em 26 de setembro e o término do novo subsídio ao longo de outubro tendem a ser monitorados de perto por agentes de mercado, dado o potencial impacto sobre a dinâmica de preços de combustíveis e, por extensão, sobre índices de inflação ao produtor e ao consumidor no quarto trimestre.

Editorial BolsaNews

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