Bolsa registra primeira semana negativa depois de quatro consecutivas no azul; petróleo despenca quase 5% e pressiona o índice

O Ibovespa encerrou a sessão desta sexta-feira em baixa, consolidando a primeira semana no vermelho após quatro consecutivas de ganhos. O dólar fechou com alta marginal, operando próximo a R$ 5,14 ao longo do dia sem catalisadores domésticos relevantes. O principal vetor de pressão sobre o mercado brasileiro foi a forte queda do petróleo Brent, que recuou quase 5% na sessão e pesou sobre as ações de empresas do setor.

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Petróleo despenca e arrasta papéis ligados ao setor

A commodity registrou uma das maiores quedas diárias recentes, com o Brent cedendo próximo de 5% na sessão. O movimento impactou diretamente ações de empresas ligadas ao setor de óleo e gás na bolsa brasileira, que figuram entre as de maior peso no Ibovespa. A queda do petróleo reflete uma combinação de revisão de perspectivas de demanda global e ajustes de posicionamento ao fim de semana.

Ativo Variação Valor
Dólar ▲ 0,37% 5,143
Ibovespa ▼ 0,41% 185.229
Dow Jones ▼ 0,18% 51.683
S&P 500 ▲ 0,17% 7.650
Nasdaq ▲ 0,39% 26.523
Stoxx 600 ▼ 1,16% 635,45
FTSE 100 ▼ 1,45% 10.659
Petróleo Brent ▼ 4,96% 98,77
Bitcoin ▲ 6,34% 81.190
T-Note 10 anos (yield) ▲ 1,03% 4,998

Às 18h30 (Horário de Brasília)18/09/2026

Wall Street fecha sem direção única após semana volátil

As bolsas americanas encerraram a semana de forma dividida: enquanto Nasdaq e S&P 500 terminaram no positivo, o Dow Jones recuou levemente. A semana foi marcada por volatilidade após a decisão de juros do Federal Reserve, e o yield do Treasury de 10 anos se aproximou do nível de 5% ao ano, patamar que historicamente aumenta a pressão sobre ativos de risco globais. As bolsas europeias, por sua vez, fecharam com perdas mais expressivas, com o Stoxx 600 cedendo mais de 1%.

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Bitcoin avança mais de 6% e se destaca no radar

Em contramão ao ambiente de aversão a risco em parte dos mercados, o Bitcoin registrou valorização superior a 6% na sessão, operando acima de US$ 81 mil. O movimento reacendeu o interesse pelo ativo em semanas em que ativos de risco tradicionais operam sob pressão de juros elevados nos Estados Unidos.

Taxas longas domésticas cedem apesar da alta dos Treasuries

No mercado de juros brasileiro, as taxas dos contratos mais longos fecharam com leves recuos, descolando do movimento dos rendimentos americanos, que subiram. O comportamento sugere que o mercado local precificou parte dos riscos externos ao longo da semana, embora o cenário de juros elevados nos EUA por período prolongado siga como fator de atenção para os ativos domésticos nas próximas sessões.

Com a semana encerrada no vermelho, o mercado brasileiro entra no fim de semana monitorando a trajetória do petróleo, o nível do yield americano de 10 anos e o ambiente político doméstico, que, segundo o Valor Econômico, ganha novos contornos com pesquisas eleitorais em estados-chave. O próximo pregão será influenciado pelo tom que os mercados internacionais adotarem na abertura da semana.