O ouro fechou a semana com variação de +0,16%, encerrando em US$ 4.415,90, depois de um percurso de alta volatilidade. O metal recuou a uma mínima de seis semanas no início da semana, pressionado por um pico no petróleo que endureceu as apostas em aperto monetário e fortaleceu o dólar. A virada veio com o Federal Reserve: o banco central elevou os juros em 25 pontos-base, para a faixa de 3,75%-4,00%, a primeira alta desde 2023, aprovada por unanimidade. Nos pregões seguintes, o recuo do petróleo puxou os rendimentos dos Treasuries para baixo e o metal recuperou até a máxima semanal. Fontes: Bloomberg e USAGOLD.

Desempenho semanal

Desempenho da semana · timeframe de 15 minutos

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A semana combina três leituras. No início, a pressão foi macro e de fluxo: o choque do petróleo amplificou o temor inflacionário, acelerou o dólar e retirou o apelo do ouro como proteção. Com a decisão do Fed já precificada, a incerteza se dissipou e o metal operou em realização da pressão acumulada. No encerramento da semana, o alívio no petróleo reduziu as expectativas de inflação e pressionou os rendimentos reais para baixo, funcionando como catalisador técnico da recuperação. O resultado líquido foi quase nulo em variação, mas o percurso deixou níveis extremos bem demarcados.

No fechamento de sexta-feira, o ouro operava em US$ 4.415,90, acima da MM100 diária (US$ 4.360,34) e abaixo da MM200 diária (US$ 4.553,31). A máxima da semana em US$ 4.439,80 é a resistência imediata. A mínima semanal em US$ 4.273,30 marca o suporte relevante do período, estabelecido no pico de pressão do início da semana.

Estrutura de tendência diária

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Estrutura de tendência diária (candles) · Fonte: TradingView

Três pontos a observar na próxima semana: a divulgação do índice PCE de agosto nos Estados Unidos, referencial de inflação preferido do Fed; o comportamento do preço do petróleo, principal amplificador das oscilações ao longo dos cinco pregões; e a posição do ouro em relação à MM100 (US$ 4.360,34) na abertura dos próximos pregões.

Desempenho sazonal comparativo

Desempenho histórico sazonal · últimos 6 anos · Fonte: TradingView

Editorial BolsaNews