O Índice do Dólar (DXY) encerrou a semana em alta de 0,81%, fechando em 101,04, nível não visto desde o fim de julho. Segundo o FXStreet, o movimento marcou nova máxima de dois meses para o ativo, que acumula ganhos em nove das últimas doze sessões e reverte dois meses consecutivos de quedas. A máxima intradia registrada ao longo dos cinco pregões ficou em 101,40, com suporte testado próximo a 100,18.

Desempenho da semana · timeframe de 15 minutos
O movimento desta semana tem perfil predominantemente macro, com componente de reprecificação de ciclo monetário. Declarações de múltiplos diretores do Federal Reserve reforçaram a narrativa de que novos apertos ainda podem ser necessários antes do fim do ano. Austan Goolsbee, Alberto Musalem, Susan Collins, Thomas Barkin e Michelle Bowman, entre outros, ecoaram tom restritivo após o aumento de 25 pontos-base da semana anterior. Paralelamente, os rendimentos dos Treasuries avançaram com força: o juro de 2 anos se aproximou de 5,00%, o de 10 anos chegou a 5,20% (máxima desde junho de 2007) e o de 30 anos superou 5,20%. A alta nos yields elevou o custo de oportunidade de ativos denominados em outras moedas, impulsionando fluxo para o dólar. Riscos geopolíticos no Oriente Médio e a alta do petróleo, com consequente pressão inflacionária, funcionaram como fatores adicionais de suporte à moeda americana.
O preço atual de 101,04 opera acima da MM100 diária (99,90) e da MM200 diária (99,20), configurando o ativo com as duas médias móveis abaixo do fechamento semanal. A máxima da semana em 101,40 funciona como resistência imediata a ser monitorada; a mínima em 100,18, próxima à região de 100,00, concentra o suporte de curto prazo relevante. O mercado precifica cerca de 36 pontos-base de aperto adicional até o fim do ano.

Estrutura de tendência diária (candles) · Fonte: TradingView
Pontos a observar na próxima semana: (1) divulgação do Payroll (Nonfarm Payrolls) norte-americano, principal dado do calendário para emprego; (2) PCE, renda e gastos pessoais e a leitura final do PIB do segundo trimestre, todos previstos no calendário seguinte; (3) comportamento do preço em relação à resistência em 101,40 e ao suporte na região de 100,18.

Desempenho histórico sazonal · últimos 6 anos · Fonte: TradingView
Editorial BolsaNews





