Sam Altman, CEO da OpenAI, confirmou que a criadora do ChatGPT não pretende realizar sua oferta pública inicial de ações antes de 2026. Em entrevista à Bloomberg TV nesta terça-feira, o executivo explicou que a empresa prefere consolidar sua base operacional e enfrentar os desafios regulatórios e de segurança sem as pressões impostas pela condição de companhia recém-listada em bolsa.
Segundo o Financial Times Markets, Altman descreveu o momento atual como um período de adaptação a um “novo nível” de capacidade tecnológica, acompanhado de exigências adicionais de segurança. O executivo afirmou que a OpenAI precisa compreender como operar nesse novo contexto e tomar decisões estratégicas relevantes antes de abrir seu capital ao mercado público.
O ambiente do setor de inteligência artificial tornou-se progressivamente mais tenso nas últimas semanas. Incidentes de cibersegurança envolvendo sistemas de IA e alertas públicos de especialistas e funcionários do próprio setor sobre riscos existenciais intensificaram o escrutínio sobre as principais empresas do segmento, incluindo a OpenAI e seus concorrentes diretos.
Nesse cenário, a Anthropic, rival de longa data da OpenAI, emerge como a candidata mais próxima de realizar um IPO em prazo mais curto. Ambas as empresas chegaram a protocolar documentos confidenciais preparatórios para abertura de capital, mas a Anthropic é considerada pelo mercado a mais adiantada no processo, com possibilidade de estreia na bolsa ainda no segundo semestre de 2025.
Altman sinalizou acreditar que os investidores da OpenAI manterão uma postura paciente diante do adiamento. A empresa, avaliada em dezenas de bilhões de dólares em rodadas privadas recentes, continua sendo um dos ativos mais acompanhados do ecossistema global de tecnologia, e qualquer movimento em direção à abertura de capital tende a repercutir amplamente nos mercados de risco.
Editorial BolsaNews





