Reunião do Copom nos dias 4 e 5 de agosto e dados do mercado de trabalho dos EUA na sexta definem o tom da semana.

Os futuros globais reabriram neste domingo com viés positivo: o petróleo Brent opera em alta relevante, reagindo ao anúncio de que EUA e Irã retomam negociações nesta segunda-feira, conforme informou a InfoMoney. O ouro também abre em leve alta, enquanto os futuros de Wall Street sinalizam abertura positiva, contexto que tende a influenciar o humor dos mercados brasileiros logo no início da sessão de amanhã.

Copom decide a Selic em reunião de dois dias

O evento doméstico mais aguardado da semana é a reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central, marcada para os dias 4 e 5 de agosto. O mercado monitorará de perto o comunicado pós-decisão em busca de sinais sobre o ritmo de ajuste da taxa básica de juros. O Relatório Focus, divulgado na manhã de segunda-feira, oferece o primeiro termômetro das expectativas dos analistas para a Selic e a inflação antes do encontro.

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Ativo Variação Valor
Ouro ▲ 0,33% 4.121
Petroleo Brent ▲ 2,35% 90,12
Dow Jones Futuros ▲ 0,30% 52.791
S&P Futuros ▲ 0,34% 7.545

Às 20h20 (Horário de Brasília)02/08/2026

Payroll americano fecha a semana sob tensão

Na sexta-feira, os EUA divulgam o conjunto mais relevante de dados do mercado de trabalho do mês: geração de vagas no setor não agrícola (Non-Farm Payrolls), taxa de desemprego e variação dos salários por hora. O resultado tem potencial direto de influenciar as expectativas sobre os próximos passos do Federal Reserve e, por consequência, o apetite global por ativos de risco, incluindo emergentes como o Brasil. O ISM Manufacturing PMI, na segunda-feira, antecipa o tom da indústria americana e pode indicar a direção dos mercados logo na abertura da semana.

Negociações EUA-Irã redefinem perspectiva para o petróleo

O anúncio de que EUA e Irã retomam negociações nesta segunda-feira, confirmado pelo presidente Donald Trump segundo a InfoMoney, já se reflete na alta do Brent na reabertura dos futuros. O movimento é relevante porque um eventual acordo nuclear poderia ampliar a oferta global de petróleo, o que pressiona os preços no médio prazo, mesmo que a notícia imediata gere volatilidade para cima. Empresas do setor de óleo e gás listadas na Bolsa tendem a ser monitoradas de perto ao longo da semana.

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Shutdown americano afastado, mas cenário político segue incerto

O Senado dos EUA chegou a um acordo para evitar o shutdown durante o período de campanha eleitoral, conforme informou a InfoMoney, reduzindo um risco imediato para os mercados. Ainda assim, o cenário político americano permanece em foco: pesquisas recentes indicam queda nas aprovações do presidente Trump, o que analistas apontam como fator de atenção para a continuidade das políticas econômicas e comerciais da atual administração.

Agenda geopolítica global adiciona camadas de volatilidade

Além do dossiê iraniano, o noticiário internacional traz a prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro, que, segundo o Valor Econômico, defendeu no Telegram ‘qualquer caminho para o diálogo’, além de tensões migratórias na Europa, com 72 mortes registradas em tentativa de entrada em Ceuta, conforme o mesmo veículo. Esse conjunto de eventos geopolíticos tende a manter elevada a aversão ao risco em ativos mais sensíveis a choques externos.

Agenda da Semana

  • 🇧🇷 Copom (Selic) Reuniao em 4-5 de agosto de 2026. Ata em 11 de agosto de 2026 (08h).
  • 🇧🇷 Relatório Focus (BC) Segunda-feira, 08h25.
  • 🇺🇸 ISM Manufacturing PMI
  • 🇺🇸 Average Hourly Earnings m/m
  • 🇺🇸 Non-Farm Employment Change
  • 🇺🇸 Unemployment Rate

A semana que começa amanhã combina decisões domésticas de alto impacto, com o Copom no centro das atenções, e uma agenda americana que pode redefinir o apetite global por risco dependendo dos dados de emprego na sexta-feira. A reabertura positiva dos futuros oferece um ponto de partida favorável, mas a densidade do calendário e os ruídos geopolíticos tendem a manter a volatilidade elevada ao longo dos próximos cinco pregões.