PTAX oficial do dia registra valorização do dólar frente ao real; queda do petróleo pesou sobre exportadoras e puxou índice para território negativo
Na reta final do pregão desta tarde, o Ibovespa opera em queda moderada, pressionado por fortes recuos em siderúrgicas e no setor de petróleo. A PTAX oficial do dia já foi fixada, com o dólar registrando leve valorização frente ao real, referência que baliza os contratos futuros e as operações de câmbio encerradas nesta sessão. O mercado americano, aberto desde as 10h30, opera com cautela diante das tensões geopolíticas envolvendo Irã e da queda expressiva do petróleo.
Petróleo despenca e arrasta petroleiras e siderúrgicas
O principal vetor de pressão sobre o Ibovespa nesta tarde é a forte queda do petróleo no mercado internacional, conforme reportou o Valor Econômico. O movimento ocorre após o presidente dos EUA, Donald Trump, recuar em parte de seu discurso de confronto com o Irã, sinalizando que negociações estão em curso e que Teerã teria uma ‘última chance’. A leitura do mercado foi de menor risco de disrupção no fornecimento global, derrubando os contratos futuros da commodity. No Brasil, o efeito se traduziu em quedas expressivas em PRIO, BRAVA e PETRORECSA, enquanto SID NACIONAL lidera as baixas do índice, afetada tanto pelo ambiente de aversão a risco quanto pela pressão sobre commodities metálicas.
FINBANKInvestimentos, cartão e crédito em um só lugar.CONTEÚDO PUBLICITÁRIO FICTÍCIO| Ativo | Variação | Valor |
|---|---|---|
| Ibovespa | ▼ 0,35% | 177.541 |
| Dólar | ▲ 0,23% | 5,086 |
Às 16h20 (Horário de Brasília)03/08/2026
Maiores Altas do Dia (Ibovespa)
| Ativo | Variação | Valor |
|---|---|---|
| HAPVIDA (hapv3) | ▲ 4,87% | 11,85 |
| CURY S/A (cury3) | ▲ 4,47% | 31,34 |
| EMBRAER (embj3) | ▲ 3,90% | 90,42 |
| USIMINAS (usim5) | ▲ 3,55% | 7,580 |
| DIRECIONAL (dirr3) | ▲ 3,45% | 11,69 |
Maiores Baixas do Dia (Ibovespa)
| Ativo | Variação | Valor |
|---|---|---|
| SID NACIONAL (csna3) | ▼ 6,79% | 4,530 |
| PETRORECSA (recv3) | ▼ 4,47% | 10,27 |
| BRAVA (brav3) | ▼ 3,88% | 19,05 |
| PRIO (prio3) | ▼ 3,55% | 58,88 |
| VALE (vale3) | ▼ 2,63% | 74,33 |
Vale recua mesmo liderando ranking de indicações para agosto
A Vale opera em queda nesta tarde, na contramão do destaque editorial divulgado pelo InfoMoney, que apontou a mineradora desbancando o Itaú como a ação mais indicada por casas de research para o mês de agosto. O recuo da sessão reflete o ambiente adverso para commodities metálicas, com o minério de ferro pressionado globalmente. O descompasso entre o otimismo estrutural das indicações e o desempenho intradiário reforça o nível de volatilidade presente no mercado neste momento.
Copom e perspectiva de juros entram no radar do mercado
No campo macroeconômico doméstico, projeções divulgadas pela XP Investimentos, segundo o InfoMoney, apontam que o Comitê de Política Monetária deve cortar a taxa Selic para 14% ao ano e, em seguida, pausar o ciclo de afrouxamento até 2027, retomando a calibração apenas após esse intervalo. O cenário, se confirmado, tende a impactar a curva de juros futuros e manter o custo de capital elevado por período prolongado, dado que o mercado de renda variável monitora de perto, especialmente para setores mais sensíveis à taxa de desconto.
FINBANKInvestimentos, cartão e crédito em um só lugar.CONTEÚDO PUBLICITÁRIO FICTÍCIOConstrutoras e Embraer sustentam as maiores altas do pregão
No campo positivo, as construtoras residenciais figuram entre os destaques do dia, com CURY S/A e DIRECIONAL entre as maiores altas do Ibovespa. HAPVIDA lidera os ganhos do índice, operando em alta expressiva sem evento corporativo específico identificado no fluxo de notícias até o momento desta edição. A EMBRAER também figura entre os papéis de melhor desempenho na sessão, sustentando movimento que reforça o interesse do mercado por ativos ligados à indústria e ao setor aéreo.
Com cerca de quarenta minutos para o encerramento do pregão regular, o Ibovespa busca estabilidade, mas segue condicionado ao comportamento do petróleo e ao apetite externo. Investidores acompanham o desfecho das tensões geopolíticas no Oriente Médio, que continuam ditando o ritmo de volatilidade tanto no câmbio quanto nas ações de exportadoras. A próxima sessão começa com esse pano de fundo como principal variável de atenção.
Editorial BolsaNews