Brent avança mais de 1% com tensão geopolítica no Oriente Médio; yield do T-Note de 10 anos cai mais de 1%, aliviando pressão sobre ativos de risco globais.

O investidor brasileiro começa o dia com um cenário misto, mas com dois catalisadores claros no radar: a alta do petróleo, impulsionada pela retórica geopolítica de Trump em relação ao Irã, e o alívio nos yields dos Treasuries americanos, que reduziu a pressão sobre bolsas e moedas emergentes durante a noite. As bolsas asiáticas fecharam divididas, enquanto os futuros europeus avançam moderadamente. Aqui dentro, o mercado aguarda a divulgação do balanço do Itaú e os desdobramentos do ciclo de corte da Selic.

Trump, Ormuz e petróleo: geopolítica entra em cena

O presidente americano Donald Trump afirmou querer fechar um acordo com o Irã envolvendo o Estreito de Ormuz, passagem estratégica por onde circula parcela relevante do petróleo global. A declaração elevou a percepção de risco sobre o fornecimento de crude e impulsionou o Brent a uma alta superior a 1% nas primeiras horas do dia. O movimento beneficia, em tese, papéis ligados ao setor de óleo e gás na B3, que tendem a reagir positivamente a preços mais altos da commodity.

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Ativo Variação Valor
Dow Jones Futuros ▼ 0,16% 53.392
S&P Futuros ▼ 0,09% 7.638
Nasdaq Futuros ▲ 0,26% 29.080
Euro Stoxx 50 ▲ 0,51% 6.465
FTSE 100 ▲ 0,41% 10.895
Nikkei 225 ▲ 0,39% 63.958
Hang Seng ▼ 0,60% 25.853
Shanghai ▲ 0,43% 3.822
DXY (Dolar Index) ▲ 0,00% 100,02
Ouro ▼ 0,05% 4.106
Petroleo Brent ▲ 1,25% 86,10
Bitcoin ▲ 0,05% 63.499
T-Note 10 anos (yield) ▼ 1,24% 4,686

Às 07h00 (Horário de Brasília)04/08/2026

Itaú sob holofotes: balanço do 2º tri chega hoje

O Itaú Unibanco (ITUB4) divulga hoje seus resultados do segundo trimestre de 2026, e o mercado monitora se o banco conseguirá manter o ritmo de crescimento registrado em trimestres anteriores, considerados ‘estrelados’ por analistas. Lucro, inadimplência e guidance para o restante do ano são os pontos de maior atenção. O setor bancário como um todo pode ser impactado pela leitura que o mercado fizer dos números, dado o peso do papel no Ibovespa.

Copom e Selic: corte a 14% vira consenso, mas e depois?

A reunião do Copom programada para 4 e 5 de agosto ganhou nova dimensão com o recente comportamento da inflação: o mercado passou a precificar com maior convicção um corte da Selic para 14% ao ano. A questão que divide analistas, segundo o Valor Econômico, é se esse seria o último movimento do ciclo em 2026. A ata da reunião, prevista para 11 de agosto, será lida com atenção para captar sinais sobre os próximos passos da política monetária.

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JOLTS e mercado de trabalho nos EUA no foco global

Os dados de abertura de vagas de emprego nos EUA (JOLTS Job Openings) chegam hoje e podem mexer com as expectativas sobre o ritmo de afrouxamento monetário pelo Fed. Qualquer sinalização de resfriamento mais pronunciado no mercado de trabalho americano tende a reforçar o cenário de cortes de juros à frente, o que costuma beneficiar ativos emergentes, incluindo o real e a bolsa brasileira. A fala prevista do membro do FOMC Schmid ao longo do dia também será monitorada.

Agenda Econômica do Dia

  • 🇺🇸 JOLTS Job Openings (impacto: Medium)
  • 🇺🇸 API Weekly Statistical Bulletin (impacto: Medium)
  • 🇯🇵 Monetary Policy Meeting Minutes (impacto: Medium)
  • 🇺🇸 FOMC Member Schmid Speaks (impacto: Medium)
  • 🇧🇷 Copom Reuniao em 4-5 de agosto de 2026. Ata em 11 de agosto de 2026 (08h).
  • 🇧🇷 [politico] Centrão se afasta de disputas presidenciais deixando Lula e Flávio sem ampliar alianças: Movimento do Centrão altera o cenário de alianças políticas para as eleições presidenciais.
  • 🇧🇷 [politico] Avante oficializa candidatura de Augusto Cury à presidência em convenção partidária: Partido Avante realizou convenção e formalizou Augusto Cury como candidato à presidência da República.

Entre geopolítica no Oriente Médio, balanço bancário doméstico e dados de emprego nos EUA, a sessão desta quarta-feira promete volatilidade em múltiplas frentes. O investidor brasileiro terá bastante material para digerir antes do fechamento, e os sinais que emergirem hoje sobre juros e inflação, tanto aqui quanto lá fora, devem moldar o humor do mercado pelo restante da semana.