Bolsa brasileira avança cerca de 1,55% e supera os 174 mil pontos, mesmo com queda de mais de 7% no petróleo Brent pesando nas petroleiras.

O pregão desta tarde terminou com o Ibovespa registrando uma das altas mais expressivas da semana, ultrapassando os 174 mil pontos e com o dólar operando levemente abaixo de R$ 5,15. O principal motor do dia veio do exterior: o recuo nos rendimentos dos títulos do Tesouro americano de dez anos aliviou a pressão sobre ativos de risco globais, favorecendo tanto as bolsas americanas quanto a renda variável brasileira. No sentido contrário, a queda abrupta do petróleo Brent, que cedeu mais de 7%, funcionou como fator de contenção, especialmente para as ações do setor de óleo e gás.

Queda do petróleo pesa nas petroleiras, mas bolsa resiste

O petróleo Brent recuou mais de 7% no dia, movimento que impactou diretamente as ações de grandes petroleiras listadas na bolsa brasileira. Ainda assim, o Ibovespa manteve trajetória positiva ao longo de toda a sessão, indicando que o alívio nas condições financeiras globais, impulsionado pela queda dos yields americanos, teve peso maior do que a pressão setorial do petróleo. O movimento reforça que o índice encerrou o dia ancorado em papéis de outros setores, que mais do que compensaram as perdas nas ações ligadas a energia.

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Ativo Variação Valor
Dólar ▼ 0,18% 5,148
Ibovespa ▲ 1,55% 174.577
Dow Jones ▲ 0,30% 53.577
S&P 500 ▲ 0,32% 7.677
Nasdaq ▲ 0,66% 26.151
Stoxx 600 ▲ 0,31% 656,48
FTSE 100 ▲ 0,29% 10.886
Petróleo Brent ▼ 7,15% 85,86
Bitcoin ▼ 0,68% 78.448
T-Note 10 anos (yield) ▼ 1,38% 4,639

Às 18h30 (Horário de Brasília)25/08/2026

Yields do Tesouro americano recuam e favorecem ativos de risco

O rendimento da T-Note de dez anos cedeu cerca de 1,4% no dia, atingindo aproximadamente 4,64% ao ano, um nível que aliviou a percepção de custo de capital globalmente. Esse movimento beneficiou diretamente o desempenho de bolsas americanas, com S&P 500, Dow Jones e Nasdaq fechando em alta moderada, e criou um ambiente externo favorável para a tomada de risco no Brasil. O dólar também sentiu o efeito, recuando levemente frente ao real.

Brasil e EUA marcam reunião sobre tarifas para segunda-feira

No front diplomático-comercial, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços confirmou que representantes do Brasil e dos Estados Unidos se reunirão na próxima segunda-feira para tratar da questão tarifária. O encontro ocorre em momento de incerteza sobre o ambiente de comércio global e tende a ser monitorado de perto pelo mercado financeiro na abertura da semana seguinte, dado o potencial de influência sobre setores exportadores brasileiros.

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Nvidia interrompe quedas antes de balanço e anima tecnologia

As ações da Nvidia interromperam uma sequência de perdas às vésperas da divulgação de seu balanço trimestral, contribuindo para sustentar o Nasdaq acima dos 26 mil pontos. O movimento reforçou o apetite por risco no mercado americano e funcionou como pano de fundo positivo para o desempenho dos ativos globais ao longo do pregão. O resultado da empresa, aguardado com atenção pelo mercado, deve pautar parte da dinâmica dos mercados internacionais nos próximos dias.

Com o fechamento desta sessão, o mercado encerra o dia em clima de relativo otimismo, sustentado pelo alívio externo nos juros americanos e pela resiliência da bolsa brasileira mesmo diante da forte queda do petróleo. Para o próximo pregão, os olhos se voltam ao resultado da Nvidia, que pode mexer com o humor das bolsas globais, e ao desdobramento das negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos, marcadas para segunda-feira.