Bradesco reporta lucro recorrente de R$ 7,05 bi no 2T, alta de 16% ao ano; resultados do setor financeiro dividem o pregão

O Ibovespa voltou a fechar no zero nesta sessão, repetindo o padrão dos últimos três pregões: o índice chega a subir durante o dia, mas perde força e encerra sem variação relevante. O dólar recuou de forma marginal, operando na casa de R$ 5,12. O ambiente externo misto, com Nasdaq em queda e Dow Jones em alta, e a cautela pré-Copom seguiram como pano de fundo para a indecisão do mercado doméstico.

Setor financeiro divide o pregão com resultados mistos

A temporada de balanços do setor financeiro trouxe sinais opostos ao mercado. O Bradesco reportou lucro líquido recorrente de R$ 7,05 bilhões no segundo trimestre, avanço de 16% na comparação anual, resultado que favoreceu o ativo. Em contrapartida, o Agi registrou queda de 24,4% no lucro do mesmo período, para R$ 200,3 milhões, segundo o InfoMoney. O movimento reforçou a seletividade dos investidores dentro do setor, sem catalisador suficiente para mover o índice como um todo.

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Ativo Variação Valor
Dólar ▼ 0,14% 5,120
Ibovespa ▼ 0,09% 177.726
Dow Jones ▲ 0,49% 54.349
S&P 500 ▼ 0,17% 7.724
Nasdaq ▼ 0,83% 26.363
Stoxx 600 ▼ 0,01% 657,14
FTSE 100 ▲ 0,08% 10.888
Petróleo Brent ▲ 1,33% 79,40
Bitcoin ▲ 0,88% 64.614
T-Note 10 anos (yield) ▼ 0,22% 4,617

Às 18h30 (Horário de Brasília)05/08/2026

Petrobras recua e trava recuperação do Ibovespa

A queda das ações da Petrobras funcionou como contrapeso à alta do Itaú e impediu que o Ibovespa consolidasse os ganhos construídos ao longo do pregão. O petróleo Brent fechou em alta superior a 1%, o que normalmente favoreceria os papéis da estatal, mas fatores específicos ligados à empresa, incluindo a assinatura pelo governo de contratos com vencedores do leilão de oferta permanente do pré-sal, geraram ruído e mantiveram o ativo pressionado.

Wall Street sem direção: Dow em máxima, Nasdaq cede

O mercado americano operou de forma dividida. O Dow Jones renovou máximas históricas, enquanto o Nasdaq recuou pressionado pelo segmento de tecnologia, em sessão marcada pela ausência de um catalisador único. O yield do T-Note de 10 anos cedeu levemente, o que normalmente favoreceria ativos de risco, mas não foi suficiente para animar o segmento de crescimento. O ambiente externo misto limitou o apetite por risco também no Brasil.

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Juros futuros cedem levemente antes do Copom

A curva de juros doméstica registrou leve recuo nas taxas futuras, em sessão de posicionamento cauteloso antes da reunião do Copom. O foco do mercado de renda fixa esteve dividido entre o cenário externo, com a trajetória dos juros americanos sob monitoramento, e o ambiente político interno, com movimentações eleitorais em estados como Alagoas gerando atenção. O dólar estável ao redor de R$ 5,12 contribuiu para aliviar parte da pressão sobre os contratos mais longos.

Com o Ibovespa travado na região de estabilidade pelo terceiro dia seguido, o mercado segue em compasso de espera. A decisão do Copom e o fluxo de balanços corporativos devem continuar pautando o humor do próximo pregão, com o cenário externo, especialmente o comportamento dos índices americanos e do dólar global, mantendo papel de influência sobre a direção do índice.