O petróleo WTI encerrou a semana com valorização de 5,40%, fechando sexta-feira a US$ 82,40 por barril, após abertura em US$ 78,42, com máxima em US$ 84,61 e mínima em US$ 77,79. O gatilho foi o impasse no acordo EUA-Irã para reabertura do Estreito de Hormuz: declarações do presidente Trump ao Axios, na segunda-feira, aprofundaram dúvidas sobre um entendimento no curto prazo, gerando alta de cerca de 5% só naquele pregão, conforme a CNBC. O secretário do Tesouro Scott Bessent anunciou medidas econômicas sem precedentes contra o Irã, mantendo a tensão ao longo dos cinco pregões.

Desempenho semanal

Desempenho da semana · timeframe de 15 minutos

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O movimento é geopolítico e de risco de oferta. O Estreito de Hormuz permanece fechado para trânsito pleno de petroleiros, segundo o OilPrice.com. A AIE alertou para déficit global de 1,8 milhão de barris por dia em seu relatório mensal, reforçando a pressão. Em contrapeso, a EIA registrou alta de 17,4 milhões de barris nos estoques norte-americanos, para 424,4 milhões, maior nível desde junho, e a OPEP cortou a projeção de crescimento da demanda para 580 mil barris por dia em 2026. Os dois dados pesaram na quinta-feira, com recuo de cerca de 2%, mas não reverteram o acúmulo semanal.

O preço opera entre as duas médias: abaixo da MM100 diária (US$ 88,76) e acima da MM200 diária (US$ 76,84). A máxima da semana, US$ 84,61, é a resistência imediata. A mínima, US$ 77,79, atua como suporte próximo e coincide com a faixa da MM200. O ativo segue em território intermediário entre as médias, sem definição de tendência de médio prazo pelas MMs.

Estrutura de tendência diária

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Estrutura de tendência diária (candles) · Fonte: TradingView

Três pontos a acompanhar na próxima semana: (1) status das negociações EUA-Irã sobre o Estreito de Hormuz e qualquer comunicado oficial das partes; (2) relatório semanal de estoques da EIA, com o nível já no maior patamar desde junho; (3) comportamento do preço em relação à resistência de US$ 84,61 e à MM100 diária em US$ 88,76.

Desempenho sazonal comparativo

Desempenho histórico sazonal · últimos 6 anos · Fonte: TradingView

Editorial BolsaNews