A Cosan divulgou nesta sexta-feira (14) um conjunto de medidas voltadas à simplificação de sua arquitetura corporativa, abrangendo alterações no time de liderança executiva, uma reorganização societária em seus ativos agrícolas e o encerramento de sua presença na bolsa norte-americana.

No campo da gestão, Rafael Bergman deixará a diretoria financeira e de relações com investidores da companhia. O sucessor escolhido é José Cezário Menezes de Barros Sobrinho, profissional com passagem pela Rumo, empresa controlada pelo próprio grupo Cosan. A transição também alcança a área jurídica: Maria Rita de Carvalho Drummond deixa a vice-presidência do segmento, que passará a se reportar diretamente ao novo comando financeiro. Ambas as mudanças entram em vigor em 1º de setembro de 2026.

Na frente societária, o conselho convocou assembleia para deliberar sobre a extinção da Radar II Propriedades Agrícolas, veículo utilizado para deter participações em propriedades rurais geridas pelo Grupo Radar. O patrimônio líquido da estrutura, avaliado em aproximadamente R$ 2,57 bilhões, será transferido diretamente à Cosan e à Mansilla Participações, únicas acionistas da entidade. A companhia afirma que a operação não implicará diluição para os acionistas nem alteração no capital social, tendo como objetivo principal a eliminação de camadas intermediárias e a consequente redução de custos.

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Segundo o Valor Econômico, a Cosan também anunciou a retirada de suas ações negociadas nos Estados Unidos, encerrando uma presença no mercado norte-americano que tornava a estrutura de reporte e governança mais complexa.

O conjunto de iniciativas sinaliza uma reorganização mais ampla do grupo, que opera em setores como distribuição de combustíveis, logística ferroviária, transmissão de energia e agronegócio. A redução de estruturas intermediárias e a concentração de responsabilidades executivas figuram como os eixos centrais do movimento anunciado nesta data.

Editorial BolsaNews

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