Vale e bancos puxaram o índice brasileiro, enquanto yields do Treasury recuaram e o S&P 500 operou no vermelho com pressão sobre techs.

O Ibovespa fechou em alta pelo quarto pregão seguido, impulsionado principalmente por Vale e pelo setor bancário, superando a marca dos 171 mil pontos. O dólar avançou de forma moderada frente ao real, mesmo com o yield do Treasury de 10 anos recuando no dia. O ambiente externo permaneceu misto, com Wall Street sem direção única e o petróleo pressionado para baixo.

Vale e bancos sustentam a quarta alta seguida do Ibovespa

O desempenho positivo do Ibovespa no dia teve Vale e as ações do setor financeiro como protagonistas, oferecendo sustentação ao índice mesmo diante de um cenário internacional sem catalisadores claros. O movimento reflete, em parte, alguma acomodação técnica após semanas de pressão vendedora sobre ativos domésticos, além da relativa estabilidade do minério de ferro nas últimas sessões. O índice acumula agora quatro altas consecutivas, o que coloca o desempenho recente como uma das melhores sequências do mês.

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Ativo Variação Valor
Dólar ▲ 0,41% 5,158
Ibovespa ▲ 0,51% 171.907
Dow Jones ▲ 0,26% 53.417
S&P 500 ▼ 0,28% 7.653
Nasdaq ▼ 0,76% 25.980
Stoxx 600 ▲ 0,08% 654,21
FTSE 100 ▲ 0,35% 10.854
Petróleo Brent ▼ 1,13% 91,99
Bitcoin ▲ 1,55% 78.930
T-Note 10 anos (yield) ▼ 0,72% 4,704

Às 18h30 (Horário de Brasília)24/08/2026

Wall Street dividida: Dow sobe, Nasdaq cede com pressão em techs

Nos Estados Unidos, o pregão terminou sem consenso entre os principais índices. O Dow Jones avançou de forma discreta, enquanto o S&P 500 cedeu e o Nasdaq registrou queda mais expressiva, pressionado pelo setor de tecnologia. O recuo no yield do Treasury de 10 anos, que voltou a 4,704%, não foi suficiente para amparar as techs, indicando que o movimento reflete ajustes de posição e não necessariamente uma virada de tendência nos juros longos americanos. O ambiente de juro elevado por mais tempo segue como pano de fundo para a volatilidade em Nova York.

Petróleo cai; Bitcoin avança e recupera terreno perdido

No mercado de commodities, o petróleo Brent recuou mais de 1%, o que tende a aliviar pressões inflacionárias globais, mas também reduz o apetite por papéis ligados ao setor de energia. Na outra ponta, o Bitcoin voltou a operar com fôlego, avançando cerca de 1,5% e rondando os US$ 79 mil, movimento que o mercado observa como sinal de retorno de apetite por risco em ativos alternativos, ainda que de forma seletiva.

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Braskem e BRB movimentam o noticiário corporativo doméstico

No front corporativo brasileiro, dois temas ganharam destaque ao longo do dia. A Braskem (BRKM5) teve seu plano de recuperação extrajudicial em foco, com o mercado acompanhando os desdobramentos da reestruturação da companhia petroquímica. Já no setor financeiro, o BRB recebeu autorização de seus acionistas para processar ex-administradores por suspeitas ligadas às operações com o Master e o Reag, segundo informou o Valor Econômico, movimento que reforça o escrutínio sobre governança em instituições financeiras de médio porte.

Com quatro altas consecutivas no Ibovespa e o dólar operando sem grandes oscilações, o mercado brasileiro encerra o dia em compasso de espera. No pregão seguinte, o comportamento dos yields americanos e eventuais novidades no front fiscal doméstico devem seguir como vetores centrais de direção para os ativos locais.