Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, prestou depoimento de quase quatro horas à Polícia Federal nesta sexta-feira (28) e negou que servidores do Banco Central investigados no âmbito do mesmo inquérito tenham cometido atos de corrupção em relação a ele. O executivo, que se encontra preso na unidade conhecida como Papudinha, no Distrito Federal, respondeu a questionamentos relacionados a pagamentos que teriam sido recebidos pelos servidores.

Segundo nota divulgada por sua equipe de defesa, Vorcaro respondeu de forma clara e consistente a todos os questionamentos formulados durante a oitiva, sem deixar qualquer indagação sem esclarecimento. Os advogados afirmaram ainda que o depoimento representou a primeira oportunidade formal para que o executivo se manifestasse diretamente sobre os fatos investigados e rebatesse insinuações que vinham sendo levantadas a seu respeito.

Conforme o Valor Econômico, a defesa do ex-banqueiro também sinalizou abertura para um acordo de delação premiada. Na nota, os advogados indicaram que Vorcaro demonstrou plena disposição para prestar esclarecimentos mais amplos e aprofundados sobre os fatos, condicionando o avanço dessa possibilidade à garantia efetiva de condições para colaborar com as autoridades.

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A equipe jurídica de Vorcaro é atualmente liderada pelos advogados Sérgio Leonardo e Daniel Bialski. O depoimento teve início por volta das 10h30 e se estendeu por aproximadamente quatro horas, encerrando-se no início da tarde.

O caso envolve investigações da Polícia Federal sobre alegados pagamentos a servidores do Banco Central, em paralelo ao processo de supervisão e deliberações regulatórias que afetaram instituições financeiras ligadas ao grupo. A investigação segue em curso e pode gerar desdobramentos relevantes para o setor bancário brasileiro, especialmente no que diz respeito à governança e integridade das relações entre agentes do mercado e órgãos reguladores.

Editorial BolsaNews

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