Petrobras e B3 lideraram as altas do índice; setor imobiliário pesou no lado negativo, com MRV entre as maiores quedas do pregão.

O Ibovespa fechou o pregão desta sessão em alta pelo segundo dia consecutivo, sustentado pelo desempenho positivo de Petrobras e papéis financeiros. Do lado oposto, o dólar encerrou em elevação, pressionado por declarações do presidente do Federal Reserve de Nova York, Kevin Warsh, que reafirmou o compromisso com o combate à inflação nos Estados Unidos, movimento que também penalizou as bolsas americanas.

Petrobras sustenta o Ibovespa no terreno positivo

As ações da Petrobras foram o principal motor do avanço do índice no dia, operando entre as maiores altas da sessão. O movimento ocorre em sessão marcada por notícias relevantes para o setor: segundo o Valor Econômico, os Estados Unidos assinaram um acordo sobre petróleo com a Venezuela, envolvendo mais de 65 bilhões de barris, evento que adiciona ruído geopolítico ao mercado de energia e mantém o ativo no radar dos operadores.

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Ativo Variação Valor
Ibovespa ▲ 0,30% 175.665
Dólar ▲ 0,47% 5,185

Às 21h00 (Horário de Brasília)28/08/2026

Maiores Altas do Dia (Ibovespa)

Ativo Variação Valor
PETROBRAS (petr4) ▲ 1,99% 43,55
PETROBRAS (petr3) ▲ 1,99% 48,25
B3 (b3sa3) ▲ 1,97% 16,04
SANTANDER BR (sanb11) ▲ 1,83% 30,01
CPFL ENERGIA (cpfe3) ▲ 1,68% 44,80

Maiores Baixas do Dia (Ibovespa)

Ativo Variação Valor
MRV (mrve3) ▼ 5,12% 5,190
MAGAZ LUIZA (mglu3) ▼ 4,55% 4,620
CYRELA REALT (cyre3) ▼ 3,28% 23,02
SID NACIONAL (csna3) ▼ 2,98% 5,210
BRAVA (brav3) ▼ 2,86% 17,00

Fed duro pressiona dólar e pesa sobre Wall Street

O discurso de Kevin Warsh, chair do Federal Reserve de Nova York, reafirmando a postura rigorosa da autoridade monetária americana frente à inflação, foi o principal catalisador do avanço do dólar no dia. O cenário também derrubou S&P 500 e Nasdaq, limitando o apetite por risco globalmente. No mercado doméstico, o dólar encerrou perto dos R$ 5,20, pressionando ativos mais sensíveis à taxa de câmbio.

Setor imobiliário lidera as perdas do pregão

MRV e Cyrela ficaram entre as maiores baixas do Ibovespa na sessão, refletindo o ambiente de aversão a risco e a sensibilidade do setor ao custo do crédito. O movimento segue a tendência de pressão sobre construtoras e incorporadoras em dias nos quais o dólar sobe e o cenário de juros nos EUA se mantém restritivo, afetando as expectativas sobre o ciclo de afrouxamento monetário doméstico.

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Magalu e siderurgia também operam no vermelho

Magazine Luiza e Siderúrgica Nacional também figuraram entre as maiores quedas do dia, em movimento alinhado à pressão sobre papéis de varejo e insumos básicos em sessões de dólar em alta. Brava Energia completou a lista das cinco maiores baixas, sem notícia específica identificada que explique o recuo isolado da ação.

Editorial BolsaNews