A agenda econômica desta terça-feira, 1º de setembro, concentra uma série de indicadores relevantes tanto no Brasil quanto no exterior. O principal destaque doméstico é a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre, dado que o mercado financeiro acompanha de perto para calibrar expectativas sobre o ritmo da atividade econômica brasileira.

A projeção do Bradesco aponta para crescimento de 0,4% na variação trimestral, o que representa uma desaceleração expressiva em relação ao avanço de 1,1% registrado no primeiro trimestre. Pela ótica da oferta, o banco estima que o desempenho da indústria extrativa será o principal fator de sustentação do resultado. Pelo lado da demanda, o consumo das famílias deve seguir em expansão, porém em ritmo menos intenso do que no período imediatamente anterior.

No campo externo, os Estados Unidos publicam o relatório JOLTS referente a julho, com os dados sobre vagas em aberto no mercado de trabalho americano. O indicador é monitorado de perto por investidores globais por oferecer um termômetro do aquecimento da economia norte-americana e influenciar as expectativas em torno da política monetária do Federal Reserve.

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Ao longo do dia, diversas regiões do mundo divulgam os índices de gerentes de compras (PMI) da indústria de transformação, complementando o panorama sobre a saúde do setor manufatureiro global. O mercado também acompanha os movimentos nos títulos do Tesouro americano, além dos desdobramentos geopolíticos que seguem pressionando os preços do petróleo e, por consequência, as perspectivas inflacionárias em diversas economias.

Na agenda política brasileira, o Congresso concentra votações relevantes. A comissão mista analisa a medida provisória que trata do fim da isenção tributária sobre importações de baixo valor, conhecida popularmente como a pauta das blusinhas. O Senado, por sua vez, deve votar a indicação de Rodrigo Pacheco para uma vaga no Tribunal de Contas da União (TCU) e apreciar o projeto que institui um regime especial de tributação para data centers, o chamado Redata.

O conjunto de eventos concentrado nesta sessão eleva o grau de atenção dos participantes do mercado, que monitoram a combinação entre os dados domésticos de atividade, o ambiente de juros nos Estados Unidos e as oscilações das commodities energéticas como variáveis com potencial de impacto sobre ativos brasileiros, incluindo o Ibovespa, o câmbio e os títulos públicos.

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Editorial BolsaNews