Yield do T-Note de 10 anos sobe para 4,796%, pressionando bolsas globais; petróleo Brent opera perto de US$ 95 com tensão envolvendo Irã.

O investidor brasileiro chega a esta quarta-feira de olho em duas frentes simultâneas: o estresse nos mercados globais, puxado por uma forte liquidação de títulos soberanos e pela escalada das tensões no Oriente Médio, e um dia politicamente denso em Brasília, com votação de MP tributária e ruídos no sistema financeiro regional. As bolsas da Ásia fecharam no vermelho, com destaque para a queda expressiva no Japão, e os contratos futuros das principais bolsas americanas sinalizam abertura negativa.

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Nikkei lidera perdas asiáticas com venda de títulos

As bolsas asiáticas operaram sob forte pressão nesta sessão, com o Nikkei 225 registrando a maior queda do dia, perto de 3%, segundo o Valor Econômico. O movimento foi amplificado pelo avanço dos yields dos títulos soberanos: o juro da T-Note americana de 10 anos subiu cerca de 0,80%, chegando próximo a 4,8%, nível que historicamente eleva o custo de oportunidade de ativos de risco globais. Shanghai também operou em queda, acima de 0,9%, enquanto o Hang Seng sustentou perdas mais contidas.

Ativo Variação Valor
🇺🇸 Dow Jones Futuros ▼ 0,11% 52.762
🇺🇸 S&P Futuros ▼ 0,14% 7.624
🇺🇸 Nasdaq Futuros ▼ 0,33% 28.958
🇪🇺 Euro Stoxx 50 ▼ 0,37% 6.341
🇬🇧 FTSE 100 ▼ 0,57% 10.731
🇯🇵 Nikkei 225 ▼ 3,00% 64.326
🇭🇰 Hang Seng ▼ 0,07% 25.311
🇨🇳 Shanghai ▼ 0,96% 3.941
💵 DXY (Dolar Index) ▲ 0,04% 99,81
🪙 Ouro ▲ 0,21% 4.358
🛢️ Petroleo Brent ▼ 0,70% 94,78
₿ Bitcoin ▼ 0,88% 76.717
🇺🇸 T-Note 10 anos (yield) ▲ 0,80% 4,796

Às 07h00 (Horário de Brasília)02/09/2026

Petróleo perto de US$ 95 com tensão envolvendo Irã

O petróleo Brent segue próximo a US$ 95 o barril, pressionado pela escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio. Apesar de operar em leve queda na sessão, o nível de preço mantém atenção do mercado sobre riscos de interrupção no fornecimento. O dólar, medido pelo índice DXY, avança marginalmente, enquanto o ouro opera em alta, movimento típico de busca por proteção em cenários de incerteza geopolítica.

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Congresso vota MP da ‘taxa das blusinhas’ hoje

No front doméstico, o Congresso deve votar nesta quarta-feira a medida provisória que encerra a isenção de imposto sobre compras internacionais de baixo valor, o chamado regime ‘blusinhas’. A votação é monitorada por setores do varejo e do e-commerce, já que o resultado pode alterar a dinâmica competitiva entre plataformas estrangeiras como Shein e Shopee e o comércio nacional. A Shein, que recentemente estreou em bolsa sem grande entusiasmo dos investidores, representa um dos elos mais visíveis desse debate regulatório.

Fazenda e BRB: sinal de alerta para o mercado regional

O Ministério da Fazenda recusou um pedido de reunião do Distrito Federal para discutir operação de crédito destinada a reforçar o Banco Regional de Brasília (BRB). O episódio acende um sinal de atenção sobre a saúde financeira do banco regional e sobre os limites do apoio federal a instituições subnacionais, tema sensível num ambiente em que o custo do crédito permanece elevado e a disciplina fiscal é monitorada de perto pelo mercado.

Agenda Econômica do Dia

  • 🇺🇸 Variação de empregos no setor privado (ADP) 🐂🐂
  • 🇺🇸 Estoques de petróleo bruto 🐂
  • 🇯🇵 Leilão de títulos de 30 anos 🐂
  • 🇧🇷 Político Congresso vota hoje MP que encerra isenção de imposto em compras internacionais: Votação da MP sobre tributação de compras internacionais de baixo valor está prevista para esta quarta-feira no Congresso.
  • 🇧🇷 Regulatório Fazenda recusa reunião com DF sobre empréstimo para salvar BRB: Ministério da Fazenda negou pedido de reunião do Distrito Federal para discutir operação de crédito ao BRB.
  • 🇧🇷 Regulatório Carf impede Samarco de deduzir do IR gastos com rompimento de barragem: Conselho Administrativo de Recursos Fiscais negou à Samarco dedução de despesas com desastre de Mariana no imposto de renda.

Com agenda externa carregada, destaque para o relatório ADP de emprego privado nos EUA, que antecipa o payroll de sexta, e um dia interno politicamente movimentado, a volatilidade deve permanecer elevada. Investidores acompanham de perto qualquer sinalização que altere as expectativas de juros americanos, dado o peso que o nível atual dos yields já exerce sobre os mercados emergentes.