Nasdaq futuro avança enquanto Dow recua levemente; yield do T-Note de 10 anos recua, aliviando pressão sobre ativos de risco antes do dado de emprego americano.

O investidor brasileiro começa a sexta-feira de olho em Washington: o payroll de julho será divulgado ainda pela manhã e tem potencial para mover bolsas, dólar e juros futuros de forma significativa. A Ásia fechou majoritariamente em alta, com destaque para o Nikkei e o Hang Seng, enquanto os futuros americanos operam sem direção única, espelhando a cautela pré-dado. Por aqui, a agenda doméstica é mais política do que econômica, mas dois temas, a crise no STF e a leitura do governo sobre o varejo, podem amplificar volatilidade em setores específicos.

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Payroll define próximo passo do Ibovespa

O relatório de empregos não-agrícolas dos EUA é o principal gatilho do dia para ativos globais, incluindo a bolsa brasileira. Um resultado acima do esperado tende a reforçar a postura restritiva do Fed e pressionar mercados emergentes; abaixo do esperado, pode aliviar o dólar e beneficiar o Ibovespa. O yield do T-Note de 10 anos já recuou na sessão, sinalizando algum reposicionamento preventivo antes do número, movimento que o mercado doméstico acompanha de perto.

Ativo Variação Valor
🇺🇸 Dow Jones Futuros ▼ 0,09% 53.698
🇺🇸 S&P Futuros ▲ 0,01% 7.758
🇺🇸 Nasdaq Futuros ▲ 0,26% 29.649
🇪🇺 Euro Stoxx 50 ▼ 0,03% 6.380
🇬🇧 FTSE 100 ▼ 0,00% 10.832
🇯🇵 Nikkei 225 ▲ 1,17% 65.021
🇭🇰 Hang Seng ▲ 1,74% 25.651
🇨🇳 Shanghai ▼ 0,29% 3.930
💵 DXY (Dolar Index) ▲ 0,05% 99,11
🪙 Ouro ▲ 0,04% 4.516
🛢️ Petroleo Brent ▼ 0,70% 95,33
₿ Bitcoin ▼ 0,29% 81.040
🇺🇸 T-Note 10 anos (yield) ▼ 0,71% 4,762

Às 07h00 (Horário de Brasília)04/09/2026

Ásia avança; Hang Seng lidera entre as principais praças

A sessão asiática foi de otimismo, com Nikkei e Hang Seng registrando os ganhos mais expressivos entre as principais praças da região. O Shanghai ficou levemente no campo negativo. A recuperação dos índices asiáticos contribui para um pano de fundo global menos adverso, embora o movimento possa ser rapidamente revertido dependendo do resultado do payroll.

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Haddad e varejo: governo aponta juros como vilão

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, atribuiu as dificuldades do setor varejista à combinação de juros elevados e mudança de hábito do consumidor. A declaração ocorre em meio a resultados fracos reportados por empresas do setor e pode reacender o debate sobre o ritmo da política monetária no Brasil, tema sensível para papéis ligados ao consumo doméstico na B3.

Crise no STF escala e gera incerteza institucional

O conflito interno no Supremo Tribunal Federal se intensificou: o ministro Alexandre de Moraes pediu ao presidente da Corte, Edson Fachin, a abertura de investigação contra o ministro André Mendonça. Fachin, por sua vez, cobrou explicações de ambos e acionou a PF e a PGR. Segundo o Valor Econômico, a crise escala em momento de alta sensibilidade política, e o mercado monitora o desenrolar do episódio como fator de risco para o ambiente de negócios.

Agenda Econômica do Dia

  • 🇬🇧 Presidente do Banco da Inglaterra, Bailey, fala 🐂🐂🐂
  • 🇺🇸 Rendimento médio por hora (mensal) 🐂🐂🐂
  • 🇺🇸 Criação de vagas fora do setor agrícola (payroll) 🐂🐂🐂
  • 🇺🇸 Taxa de desemprego 🐂🐂🐂
  • 🇧🇷 Político Ministro da Fazenda atribui crise do varejo a juros altos e mudança de hábito: Fernando Haddad declarou que juros elevados e alterações no comportamento do consumidor explicam dificuldades do setor varejista.
  • 🇧🇷 Político Crise no STF: Moraes pede investigação de Mendonça; Fachin cobra explicações: Ministro Alexandre de Moraes acusou André Mendonça e pediu a Fachin abertura de investigação, escalando conflito no Supremo.
  • 🇧🇷 Político Senadora Tereza Cristina defende seguro rural como âncora do agronegócio: Tereza Cristina afirmou que o seguro rural garante estabilidade ao agronegócio e contribui para a segurança alimentar do país.
  • 🇧🇷 Outro FGV Ibre: fim da escala 6×1 eleva custo do trabalho e reduz PIB: Estudo do FGV Ibre aponta que a extinção da escala 6×1 aumentaria custos trabalhistas e teria impacto negativo sobre o PIB.

A sessão desta sexta tem tudo para ser definida fora do Brasil: o payroll americano chega ao mercado ainda no período da manhã e, a depender de sua leitura, pode tanto estender o bom humor asiático quanto inverter o sinal dos ativos de risco globais. Internamente, ruídos políticos e o debate sobre juros mantêm o pano de fundo doméstico tenso. Boa leitura e bons negócios.