O Andbank concluiu uma revisão de sua carteira recomendada voltada à geração de renda por dividendos e decidiu preservar todas as posições existentes, sustentado pelo desempenho financeiro das empresas que a compõem nos resultados do segundo trimestre de 2026. O portfólio reúne nove companhias distribuídas principalmente entre os setores financeiro e de energia elétrica.
Entre os destaques da revisão está a Vale (VALE3), que apresentou resultados acima das projeções do mercado, com produção recorde, geração de caixa expressiva e aprovação de novo programa de recompra de ações, além de dividendos considerados robustos pela instituição. A mineradora figura como um dos pilares do portfólio voltado ao retorno ao acionista.
No segmento financeiro, o Itaú (ITUB4) manteve trajetória de resultados sólidos no trimestre, com crescimento dos lucros recorrentes e indicadores de qualidade de ativos avaliados positivamente. A BB Seguridade (BBSE3) superou as estimativas do mercado ao registrar lucro líquido de R$ 2,2 bilhões no período e aprovou dividendos intercalares expressivos. Já o Bradesco (BBDC4) avançou na carteira de crédito e apresentou melhora nos índices de eficiência operacional, ainda que o nível de inadimplência tenha se elevado no intervalo.
No setor elétrico, a carteira reúne Cemig (CMIG4), Copel (CPLE3), CPFL (CPFE3) e ISA Energia (ISAE4), companhias cujo perfil regulatório e previsibilidade de fluxo de caixa costumam ser associados à distribuição recorrente de proventos. A Axia (AXIA3) também permanece no portfólio: a empresa reportou receita líquida acima do esperado no trimestre, embora o lucro líquido regulatório tenha ficado abaixo das projeções em função de despesas financeiras mais elevadas. O conselho da companhia aprovou ampliação do programa de recompra de ações, medida interpretada pelo Andbank como sinal de comprometimento com a geração de valor para o acionista.
A revisão ocorre em um momento em que a temporada de balanços do segundo trimestre domina o fluxo de notícias corporativas no mercado brasileiro, com investidores monitorando de perto a combinação entre distribuição de proventos e sustentabilidade dos resultados operacionais das empresas pagadoras de dividendos, segundo o Money Times Mercados.
Editorial BolsaNews





