A B3 divulgou nesta terça-feira seus resultados referentes ao segundo trimestre, registrando lucro líquido recorrente de R$ 1,4 bilhão, cifra que representa crescimento de 8% frente ao mesmo intervalo do ano anterior. O número ficou ligeiramente abaixo da projeção de R$ 1,46 bilhão compilada pela LSEG, mas o desempenho geral da companhia surpreendeu positivamente em outras linhas do balanço.
A receita líquida totalizou R$ 2,8 bilhões, alta de 8,8% na comparação anual, superando a estimativa de consenso de R$ 2,7 bilhões. As receitas pró-cíclicas, que englobam derivativos e renda variável, avançaram 7,9%, enquanto as receitas recorrentes apresentaram expansão mais expressiva, de 17,3%. Do lado das despesas, o trimestre trouxe pressão: os custos somaram R$ 975,6 milhões, aumento de 15,5% na base anual. O Ebitda recorrente ficou em R$ 1,9 bilhão.
Em renda variável, o volume médio diário negociado atingiu R$ 31,3 bilhões, aceleração de 20% em relação ao segundo trimestre do ano passado. Produtos como BDRs e fundos listados se destacaram no período, com expansões de 42% e 74% nos respectivos volumes, refletindo crescimento na demanda dos investidores por essas modalidades.
O trimestre também foi marcado pela retomada do mercado de capitais em patamar inédito nos últimos anos. As ofertas públicas somaram R$ 11,6 bilhões, incluindo um IPO de R$ 3 bilhões, o primeiro concluído em cinco anos, e R$ 8,6 bilhões captados por meio de follow-ons.
Na área de derivativos, a receita manteve estabilidade mesmo diante de um ambiente menos favorável para os volumes negociados no segmento. O resultado reforça a diversificação da base de receitas da bolsa, que tem sustentado margens mesmo em trimestres com oscilações em classes específicas de ativos.
O desempenho da B3 no segundo trimestre ocorre em um contexto de gradual recuperação do apetite por risco no mercado doméstico, com maior participação de investidores em produtos listados e a reabertura da janela de ofertas primárias como elementos que contribuíram para o resultado acima das projeções de receita.
Editorial BolsaNews





