O Bitcoin voltou a operar sob forte pressão nesta sessão, recuando para a faixa de US$ 77 mil e testando um nível de suporte considerado crítico por participantes do mercado de criptoativos. A queda reflete a convergência de ao menos três vetores de pressão simultâneos: fluxo negativo em fundos negociados em bolsa (ETFs) lastreados na criptomoeda, escalada das tensões geopolíticas envolvendo o Irã e a alta nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos.
A saída de capital dos ETFs de Bitcoin representa um sinal de cautela relevante, dado que esses veículos concentram parte significativa da demanda institucional pelo ativo desde sua aprovação nos mercados americanos no início de 2024. Quando o fluxo líquido nesses fundos se torna negativo, a pressão sobre o preço à vista tende a se intensificar, uma vez que os gestores precisam desfazer posições no mercado subjacente.
O ambiente macroeconômico também pesa sobre os ativos de risco em geral. A alta dos rendimentos dos Treasuries eleva o custo de oportunidade de posições em ativos sem renda fixa, como criptomoedas, e costuma reduzir o apetite por exposição a instrumentos de maior volatilidade. O cenário é agravado pelas tensões geopolíticas, que historicamente ampliam a aversão ao risco nos mercados globais.
Segundo análise ao vivo do Investing.com Brasil, a cotação do Bitcoin chegou a operar abaixo dos US$ 77 mil em determinado momento da sessão, evidenciando a fragilidade do ativo no contexto atual. A faixa entre US$ 77 mil e US$ 77.500 é acompanhada de perto por analistas como zona de suporte relevante, cuja perda consistente poderia indicar continuidade do movimento de correção.
O mercado de criptoativos como um todo acompanha o desempenho do Bitcoin, dado seu peso dominante no setor. Outras criptomoedas também registram perdas na sessão, em linha com o comportamento da maior delas. A volatilidade permanece elevada e os próximos pregões devem ser determinantes para definir se o suporte atual será preservado ou cedido.
Editorial BolsaNews





