A Blue Owl Capital avalia a criação de um fundo de investimento imobiliário especializado em data centers, com planos de levá-lo ao mercado de capitais por meio de uma oferta pública inicial de ações. A gestora americana de ativos alternativos pretende transferir ao novo veículo aproximadamente US$ 6,5 bilhões em ativos de data centers que já integram seu portfólio, de acordo com fontes a par das discussões, segundo a InfoMoney.
O modelo prevê que o REIT, sigla em inglês para real estate investment trust, utilize os recursos captados no IPO e em eventuais rodadas subsequentes para adquirir novos ativos e expandir sua base de infraestrutura digital. A Blue Owl concluiu, em maio deste ano, a captação de seu mais recente fundo de infraestrutura digital, que reuniu US$ 7 bilhões em compromissos de investidores, o que evidencia o apetite do mercado pelo segmento.
A movimentação se insere em um contexto mais amplo de expansão acelerada da infraestrutura de inteligência artificial. Outras gestoras de grande porte também recorreram ao mercado de capitais para financiar data centers nos últimos meses. A Blackstone Digital Infrastructure Trust, por exemplo, captou US$ 2 bilhões em sua estreia em maio, por meio de um modelo em que os investidores aportam recursos antes de conhecer exatamente a composição final do portfólio.
A corrida por capacidade computacional, impulsionada pela demanda crescente por modelos de linguagem e serviços de nuvem, transformou data centers em ativos estratégicos para grandes gestoras globais. A estrutura de REIT, por sua vez, tem ganhado tração como veículo de acesso a essa classe de ativos por parte de investidores institucionais e de varejo qualificado, dado o perfil de renda recorrente associado a contratos de locação de longa duração.
As conversas internas sobre o formato e os detalhes do REIT e do IPO da Blue Owl ainda estão em andamento, e as condições finais da operação permanecem sujeitas a mudanças. Não há confirmação oficial por parte da gestora sobre cronograma ou estrutura definitiva da transação.
Editorial BolsaNews





