Riachuelo registrou lucro de R$ 168 mi no 2º tri, alta de 36%; Selic mantida a 14% domina agenda doméstica desta quinta

O investidor brasileiro começa o dia com dois eventos centrais no radar: a repercussão da decisão do Copom, que manteve a Selic em 14% ao ano, e a divulgação do balanço da Petrobras ainda nesta sessão. No exterior, o humor é de cautela seletiva, bolsas asiáticas cederam terreno, lideradas por Hong Kong, enquanto as europeias abrem em alta moderada e os futuros de Wall Street oscilam sem direção clara antes do payroll americano de amanhã.

Copom mantém Selic: mercado calibra próximos passos

A manutenção da taxa básica em 14% ao ano era amplamente esperada, mas o comunicado do Copom ganha atenção agora pelo tom adotado em relação aos próximos ciclos. Petróleo, trajetória dos juros nos EUA e comportamento da inflação doméstica serão os principais fatores que o comitê monitorará para avaliar se há espaço para novos cortes à frente. No mercado de renda fixa, analistas monitoram o comportamento de papéis atrelados à inflação e prefixados de prazo médio diante do novo patamar da taxa.

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Ativo Variação Valor
Dow Jones Futuros ▲ 0,11% 54.669
S&P Futuros ▲ 0,04% 7.764
Nasdaq Futuros ▼ 0,19% 29.509
Euro Stoxx 50 ▲ 0,56% 6.513
FTSE 100 ▲ 0,21% 10.917
Nikkei 225 ▼ 0,91% 65.683
Hang Seng ▼ 1,49% 25.530
Shanghai ▲ 0,55% 3.900
DXY (Dolar Index) ▲ 0,05% 99,78
Ouro ▲ 0,22% 4.334
Petroleo Brent ▲ 0,37% 79,66
Bitcoin ▲ 0,03% 64.616
T-Note 10 anos (yield) ▼ 0,22% 4,617

Às 07h00 (Horário de Brasília)06/08/2026

Petrobras na berlinda: balanço do 2º tri é divulgado hoje

A Petrobras publica seus resultados do segundo trimestre nesta quinta, evento que tende a movimentar não apenas PETR4, mas também o Ibovespa como um todo, dado o peso da companhia no índice. Investidores estarão atentos a margens operacionais, geração de caixa e eventuais sinalizações sobre política de dividendos, itens que costumam definir o tom da ação nas sessões seguintes à divulgação.

Ásia no vermelho; Europa sobe com balanços positivos

Hong Kong opera com a maior queda entre as principais praças asiáticas nesta madrugada, enquanto o Nikkei também recua de forma relevante. O contraste vem da Europa, onde resultados corporativos sólidos ajudam o sentimento: o Commerzbank quase dobrou seu lucro no segundo trimestre, para cerca de 898 milhões de euros, e a Siemens registrou alta de 10,7% no lucro líquido do mesmo período, segundo o Valor Econômico. Esse fluxo de balanços favoráveis sustenta os índices do continente no campo positivo.

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Payroll no horizonte e acordo EUA-Irã no radar

Os futuros americanos operam sem ímpeto definido enquanto o mercado aguarda dois catalisadores de curto prazo: o relatório de empregos dos EUA (payroll), previsto para amanhã, e as movimentações diplomáticas em torno de um possível acordo nuclear entre Washington e Teerã. Um acordo poderia impactar a trajetória do petróleo, com o Brent operando em leve alta hoje, e, por consequência, as cotações de exportadoras brasileiras. O yield do Treasury de 10 anos recua levemente, sinalizando algum alívio nas apostas de aperto prolongado pelo Fed.

Agenda Econômica do Dia

  • 🇪🇺 Spanish 10-y Bond Auction (impacto: Medium)
  • 🇪🇺 French 10-y Bond Auction (impacto: Medium)
  • 🇺🇸 Unemployment Claims (impacto: Medium)
  • 🇺🇸 Natural Gas Storage (impacto: Medium)
  • 🇺🇸 FOMC Member Musalem Speaks (impacto: Medium)

A sessão desta quinta será densa para o investidor brasileiro: o balanço da Petrobras e a leitura mais fina do comunicado do Copom devem pautar o pregão, com o Ibovespa sensível a qualquer surpresa em qualquer um dos dois fronts. No exterior, o apetite por risco permanece contido até que o payroll americano de amanhã ofereça um sinal mais claro sobre o ritmo da economia e, por extensão, sobre o caminho dos juros nos Estados Unidos.