A Braskem (BRKM3; BRKM5) foi retirada do Ibovespa e de outros nove índices administrados pela B3 a partir desta terça-feira (25), após a petroquímica ser enquadrada na classificação de recuperação extrajudicial. A bolsa brasileira formalizou a decisão em comunicado divulgado na véspera, poucos dias depois de a companhia protocolar o pedido do processo.
Além do principal índice de referência do mercado acionário brasileiro, a exclusão alcança o IBrX, o IBrX-50, o Small Caps, o IGCX, o IGCT, o IMAT, o INDX, o ISEE e o ITAG. A abrangência da retirada reflete o peso que a Braskem acumulava em diferentes recortes do mercado, do segmento industrial ao de sustentabilidade corporativa.
Segundo a InfoMoney, a B3 realizará a exclusão com base no preço de fechamento do pregão regular desta terça-feira. A medida segue regras da bolsa aplicáveis a companhias enquadradas em situações especiais, categoria na qual se insere o processo de recuperação extrajudicial. Com a saída da Braskem, a participação que ela detinha em cada carteira será redistribuída proporcionalmente entre os demais componentes dos respectivos índices.
Na prática, a retirada de um papel de índices relevantes tende a reduzir sua representatividade no mercado acionário. Fundos de investimento e produtos indexados a essas carteiras precisam adequar suas posições às novas composições, o que pode gerar pressão adicional sobre os ativos da companhia nos próximos pregões.
A recuperação extrajudicial é um mecanismo previsto na legislação brasileira que permite à empresa negociar diretamente com credores, fora do âmbito judicial, a reestruturação de suas obrigações financeiras. O enquadramento nessa condição é suficiente, pelas normas da B3, para acionar a exclusão automática dos índices, independentemente do desdobramento do processo.
Editorial BolsaNews





