A defasagem do diesel comercializado pela Petrobras nas refinarias brasileiras voltou a se aproximar do maior nível já registrado, segundo cálculos de consultorias do setor de combustíveis. Nesta terça-feira (8), a diferença entre o preço praticado pela estatal e o valor do produto importado ficou em R$ 3,11 por litro, distância que fica a apenas R$ 0,05 do pico histórico observado em abril deste ano.

Conforme apurou o Valor Econômico, o recorde anterior havia sido estabelecido em abril, quando o diesel da companhia estava R$ 3,16 por litro mais barato do que o produto proveniente dos Estados Unidos. O cenário atual indica uma retomada expressiva da defasagem após o intervalo de menor intensidade, registrado em junho, quando a diferença havia recuado a R$ 0,87 por litro.

A defasagem de preços é calculada com base na paridade de importação, metodologia que compara o custo do combustível no mercado internacional, já acrescido de fretes e taxas, ao preço nas refinarias nacionais. Quando a diferença se amplia, significa que o produto vendido no Brasil está mais barato do que seria necessário para cobrir o custo de importação da commodity.

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A oscilação expressiva ao longo dos meses, de R$ 0,87 a R$ 3,11 por litro em questão de semanas, reflete a combinação de variações no mercado externo do petróleo e derivados com a política de preços adotada internamente pela estatal. O tema tende a ser monitorado de perto por distribuidores, transportadoras e analistas do setor de energia, dado o peso do diesel na estrutura de custos de atividades como o transporte de cargas e a produção agrícola.

Para o mercado financeiro, a evolução da defasagem coloca em foco eventuais decisões da companhia sobre reajustes de preços, bem como os possíveis efeitos sobre margens e resultados futuros da estatal. A Petrobras não comentou o tema publicamente até o momento da publicação desta matéria.

Editorial BolsaNews

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