Moeda americana avançou após declarações conservadoras do indicado à presidência do Fed; empresas como Casas Bahia e Braskem buscam fôlego na Justiça

A semana encerrada nesta sexta-feira trouxe volatilidade cambial, um retrato preocupante da saúde financeira de grandes redes varejistas e de outros setores da economia brasileira, além de debates sobre tecnologia e comunicação corporativa. Confira os principais movimentos que movimentaram o mercado nos últimos dias.

Dólar dispara após sinal conservador de Warsh

O dólar encerrou a semana cotado a R$ 5,19, pressionado por declarações de Kevin Warsh, indicado para presidir o Federal Reserve. O tom conservador do nome escolhido por Donald Trump sinalizou menor disposição para cortes de juros nos Estados Unidos, o que elevou a aversão ao risco e favoreceu a divisa americana frente a moedas emergentes, incluindo o real.

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Recuperações judiciais revelam pressão sobre grandes empresas

Casas Bahia, Habib’s e Braskem figuram entre as empresas que recorreram a processos de recuperação judicial em 2026, evidenciando um cenário de estresse financeiro que se estende por diferentes setores da economia. Segundo o G1 Economia, o movimento reflete a combinação de juros elevados, consumo ainda fragilizado e endividamento acumulado no pós-pandemia, fatores que seguem pressionando balanços corporativos.

Mercado de TI enfrenta escassez crônica de talentos no Brasil

A dificuldade de contratar profissionais qualificados em tecnologia da informação voltou ao centro do debate empresarial. O problema combina formação técnica insuficiente, alta demanda das empresas por transformação digital e uma guerra por talentos que eleva custos e alonga prazos de seleção, criando gargalo operacional relevante para companhias de todos os portes.

SMS ressurge como canal estratégico para empresas

O SMS, canal considerado ultrapassado por muitos, vem ganhando nova relevância no ambiente corporativo. Empresas têm adotado a tecnologia como base de comunicação com clientes por conta de taxas de abertura superiores às de e-mails e pela capilaridade em públicos com acesso limitado a smartphones de última geração, tornando-o uma ferramenta de alcance massivo e baixo custo.

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Biometria de produtos entra no radar da segurança corporativa

A empresa SecureTrace anunciou o desenvolvimento de uma solução descrita como ‘biometria para produtos’, tecnologia voltada à autenticação e rastreabilidade de itens físicos. A iniciativa mira setores como o de bens de consumo e farmacêutico, onde falsificação e desvios na cadeia de suprimentos representam perdas financeiras expressivas para fabricantes e distribuidores.

A semana deixou um panorama de cautela: o câmbio reagiu às sinalizações externas, o ambiente doméstico segue revelando fragilidades no balanço de empresas relevantes, e o mercado corporativo acelera a busca por soluções tecnológicas que reduzam custos e ampliem eficiência operacional. Foram dias que evidenciaram, com clareza, as múltiplas frentes de pressão sobre a economia brasileira.