O fluxo de capital estrangeiro na bolsa brasileira atingiu um nível de alerta na última semana. No pregão de terça-feira, 11 de agosto, o investidor não residente retirou R$ 4,7 bilhões do mercado acionário local, configurando a maior saída diária registrada desde 22 de abril de 2021, segundo dados da B3 divulgados pelo Valor Econômico.

O movimento reflete um padrão que vem se consolidando nas últimas semanas: a cautela do investidor estrangeiro com ativos brasileiros cresce na medida em que o período eleitoral se aproxima. A incerteza sobre o cenário político costuma ampliar a percepção de risco sobre mercados emergentes, e o Brasil não tem escapado dessa dinâmica no ciclo atual.

A saída expressiva em um único pregão pressiona tanto o Ibovespa quanto o câmbio, uma vez que a conversão dos recursos de reais para moeda estrangeira eleva a demanda por dólar e reduz a liquidez disponível para sustentar os preços das ações. O efeito combinado tende a aumentar a volatilidade dos dois mercados nos próximos pregões.

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Analistas monitoram com atenção a evolução do fluxo estrangeiro nas próximas sessões, especialmente diante de um calendário que ainda reserva eventos políticos relevantes. A magnitude da retirada registrada na terça-feira coloca o mês de agosto como um período de atenção para quem acompanha o comportamento do capital externo no mercado doméstico.

Historicamente, períodos eleitorais no Brasil coincidem com oscilações mais acentuadas nos ativos de risco, à medida que investidores institucionais estrangeiros ajustam a exposição a mercados considerados mais voláteis. O dado desta semana reforça que esse padrão volta a se manifestar no ciclo eleitoral em curso.

Editorial BolsaNews

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