
O Boletim Focus divulgado nesta semana pelo Banco Central mostrou um cenário de poucas alterações, mas com movimentos em sentidos contrários. A projeção mediana de inflação para 2026 recuou para 5,0062%, melhora discreta que, ainda assim, mantém o IPCA esperado acima da meta vigente.
No lado do crescimento, a expectativa para o PIB de 2026 foi revisada para 1,9233%. O recuo reflete uma visão mais cautelosa do mercado sobre o ritmo da atividade econômica, em ambiente no qual os juros se mantêm em patamar elevado. Câmbio e Selic não registraram alteração: o dólar segue projetado a R$ 5,20 para o fim de 2026, e a taxa básica de juros é esperada em 13,75%.
Para os ativos domésticos, analistas monitoram o impacto combinado da revisão para baixo no PIB, que pode pesar sobre a expectativa de lucros das empresas, e da perspectiva de juros em trajetória de queda ao longo do ano, que oferece algum contrapeso. O câmbio ancorado em torno de R$ 5,20 sugere ausência de pressão direcional relevante vinda das expectativas domésticas, enquanto ativos de renda fixa como DI Futuro e Tesouro Direto tendem a ser monitorados de perto diante do nível ainda elevado da Selic.
O mercado acompanha eventuais sinalizações do Banco Central sobre o ritmo dos próximos ajustes de juros, os dados de inflação corrente e o desempenho das contas públicas, fatores com potencial de forçar revisões nas projeções e aumentar a volatilidade nos ativos domésticos.





