Dado de inflação ao produtor americano é o principal gatilho do dia; Brent recua mais de 1% e ouro opera em queda após recordes recentes.

A quinta-feira começa com cautela e foco total em Washington: o PPI americano divulgado ao longo da manhã vai calibrar as apostas sobre o ritmo do Fed e ditar o humor dos mercados até o fechamento. Na Ásia, o Nikkei liderou os ganhos enquanto as bolsas chinesas operaram no vermelho. O investidor brasileiro chega ao pregão com um cenário externo misto, petróleo em queda e uma agenda doméstica que inclui dados de varejo.

PPI dos EUA: o número que move tudo hoje

O índice de preços ao produtor americano é o principal evento macro desta sessão e deve amplificar a volatilidade em renda fixa e câmbio globais. Futuros do Dow Jones avançam levemente, enquanto o Nasdaq futuro oscila em terreno negativo, sinal de que o mercado ainda não tem convicção sobre a direção. Dois membros do Fed, Hammack e Barkin, também discursam ao longo do dia, o que mantém o debate sobre juros aquecido. O yield do T-Note de 10 anos opera praticamente estável, refletindo a espera pelo dado.

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Ativo Variação Valor
Dow Jones Futuros ▲ 0,28% 53.998
S&P Futuros ▲ 0,11% 7.784
Nasdaq Futuros ▼ 0,04% 29.865
Euro Stoxx 50 ▲ 0,61% 6.570
FTSE 100 ▼ 0,25% 10.799
Nikkei 225 ▲ 1,13% 68.309
Hang Seng ▼ 0,17% 25.397
Shanghai ▼ 0,55% 3.927
DXY (Dolar Index) ▼ 0,07% 99,93
Ouro ▼ 0,48% 4.437
Petroleo Brent ▼ 1,23% 87,37
Bitcoin ▲ 0,54% 63.758
T-Note 10 anos (yield) ▼ 0,04% 4,682

Às 07h00 (Horário de Brasília)13/08/2026

Petróleo recua e pressiona setor de energia

O Brent opera com queda superior a 1% nesta manhã, movimento que tende a pesar sobre papéis ligados ao setor de petróleo na B3. O recuo ocorre em meio a incertezas sobre demanda global e à divulgação dos dados de estoques de gás natural nos EUA ainda hoje. Em paralelo, o ouro, que havia ensaiado novos recordes nos últimos pregões, cede terreno nesta sessão, indicando algum alívio na demanda por ativos de proteção.

Ucrânia ataca terminais russos e acende alerta em commodities agrícolas

Ataques ucranianos a terminais de grãos russos reacendem a atenção sobre o fluxo de exportações do Mar Negro, rota estratégica para trigo e milho globais. O episódio pode aumentar a volatilidade em contratos futuros de grãos e impactar empresas do agronegócio listadas na B3, particularmente as com exposição a exportações. O mercado de alimentos já vinha sensível a interrupções logísticas nessa região.

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‘Taxa das blusinhas’ pode voltar em setembro

O imposto de 20% sobre importações internacionais de baixo valor pode ser reativado em 9 de setembro, segundo informações que circulam no mercado. A medida, se confirmada, reaquece o debate sobre competitividade do varejo físico brasileiro e pode ser monitorada de perto por investidores expostos ao setor de e-commerce e varejo doméstico. MRV&CO também entra no radar após reportar prejuízo líquido consolidado de R$ 626,3 milhões no segundo trimestre, embora a perda represente recuo de 22,7% na comparação anual.

Agenda Econômica do Dia

  • 🇬🇧 GDP m/m (impacto: High)
  • 🇬🇧 Prelim GDP q/q (impacto: Medium)
  • 🇺🇸 FOMC Member Hammack Speaks (impacto: Medium)
  • 🇺🇸 Core PPI m/m (impacto: High)
  • 🇺🇸 PPI m/m (impacto: High)
  • 🇺🇸 Unemployment Claims (impacto: Medium)
  • 🇺🇸 FOMC Member Barkin Speaks (impacto: Medium)
  • 🇺🇸 Natural Gas Storage (impacto: Medium)
  • 🇺🇸 30-y Bond Auction (impacto: Medium)
  • 🇧🇷 [banco_central] Banco central da Noruega mantém juros em 4,25% e sinaliza possível alta: Norges Bank manteve taxa básica em 4,25% ao ano e não descartou novo aumento.
  • 🇧🇷 [regulatorio] Taxa de 20% sobre importações de baixo valor pode voltar em 9 de setembro: Imposto sobre compras internacionais de pequeno valor pode ser reativado na data indicada.

Com o PPI americano como bússola do dia e o petróleo pressionado, o pregão desta quinta-feira exige atenção redobrada. O DXY opera próximo à estabilidade, o que oferece algum respiro ao câmbio de emergentes, mas a direção final do Ibovespa deve ser definida após a leitura do dado americano e o tom dos dirigentes do Fed.