Dado de inflação americana divulgado hoje é o de maior impacto da semana; petróleo recua quase 2% em meio a tensões no Estreito de Ormuz

O dia começa com o mercado global em compasso de espera: a divulgação do índice de inflação ao consumidor dos EUA, o CPI, domina a agenda e deve ditar o tom dos ativos de risco ao longo da sessão. Futuros de Nova York operam em alta moderada, com papéis de tecnologia e inteligência artificial entre os destaques positivos. Por aqui, o investidor ainda digere a saída expressiva de capital estrangeiro da B3 registrada no início do mês e aguarda o resultado trimestral do Banco do Brasil.

CPI americano: o dado que move mercados hoje

A leitura do CPI de hoje nos EUA é o evento de maior peso para ativos globais nesta sessão. Qualquer surpresa, para cima ou para baixo, nos núcleos de inflação tem potencial de aumentar a volatilidade em câmbio, juros e bolsas. O yield do Treasury de 10 anos recua levemente, o que sugere que parte do mercado já antecipa um dado comportado, mas a cautela permanece. O dólar opera estável, sem tendência definida antes da divulgação.

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Ativo Variação Valor
Dow Jones Futuros ▲ 0,18% 53.984
S&P Futuros ▲ 0,20% 7.771
Nasdaq Futuros ▲ 0,46% 29.832
Euro Stoxx 50 ▲ 0,15% 6.563
FTSE 100 ▲ 0,05% 10.854
Nikkei 225 ▲ 0,86% 67.524
Hang Seng ▼ 0,83% 25.440
Shanghai ▲ 0,33% 3.947
DXY (Dolar Index) ▼ 0,05% 99,83
Ouro ▲ 0,30% 4.475
Petroleo Brent ▼ 1,98% 88,20
Bitcoin ▲ 0,82% 64.054
T-Note 10 anos (yield) ▼ 0,32% 4,684

Às 07h00 (Horário de Brasília)12/08/2026

Estrangeiro abandona a B3; onde está o fundo?

O fluxo estrangeiro saiu da B3 na primeira semana de agosto em volume que ultrapassa R$ 5,5 bilhões, segundo o InfoMoney, alimentando o debate sobre o piso da bolsa brasileira. O movimento reflete uma combinação de aversão a risco global, dúvidas sobre o fiscal doméstico e um ambiente externo ainda incerto. A pressão vendedora de não residentes é monitorada de perto, especialmente num momento em que o Ibovespa testa suportes relevantes.

Banco do Brasil divulga balanço; mercado monitora margens

O Banco do Brasil reporta seus resultados do segundo trimestre nesta quinta-feira, e a expectativa do mercado é de um trimestre pressionado. Inadimplência, margem financeira e guidance para o restante do ano são os pontos mais observados pelos analistas. O papel opera sob atenção redobrada antes da abertura do pregão, num setor bancário que já enfrenta questionamentos sobre rentabilidade em ambiente de juros elevados.

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Simples Nacional e Ormuz: dois riscos no radar doméstico e externo

No front político-fiscal, uma proposta em debate na Câmara que altera o Simples Nacional pode gerar impacto de quase R$ 50 bilhões ao longo de dois anos, segundo o Valor Econômico, reacendendo o alerta sobre o equilíbrio das contas públicas. No cenário externo, declarações do presidente Trump sobre controle do Estreito de Ormuz elevam o nível de ruído geopolítico, mas o petróleo Brent recua de forma expressiva na sessão, indicando que o mercado ainda não precifica escalada real no conflito. O CEO do JPMorgan, Jamie Dimon, também voltou a chamar atenção ao afirmar que a supremacia militar americana sustenta o status do dólar e que isso pode mudar.

Agenda Econômica do Dia

  • 🇪🇺 German 30-y Bond Auction (impacto: Medium)
  • 🇺🇸 Core CPI m/m (impacto: High)
  • 🇺🇸 Core CPI y/y (impacto: High)
  • 🇺🇸 CPI m/m (impacto: High)
  • 🇺🇸 CPI y/y (impacto: High)
  • 🇺🇸 Crude Oil Inventories (impacto: Medium)
  • 🇺🇸 10-y Bond Auction (impacto: Medium)
  • 🇧🇷 [outro] Jamie Dimon alerta que supremacia militar dos EUA sustenta dólar, mas pode mudar: CEO do JPMorgan fez declarações sobre o papel do poder militar americano na hegemonia do dólar.
  • 🇧🇷 [regulatorio] Área técnica do Cade deve aprovar entrada de MSC e Maersk no leilão do Tecon 10: Técnicos do Cade sinalizaram aval para que MSC e Maersk participem do leilão do terminal portuário Tecon 10.
  • 🇧🇷 [politico] Proposta de mudança no Simples Nacional em discussão na Câmara pode custar R$ 50 bi: Alteração no regime tributário do Simples em debate na Câmara teria impacto fiscal de quase R$ 50 bilhões em dois anos.

A sessão de hoje será definida, em grande medida, pelo número que sair de Washington. Um CPI dentro do esperado pode aliviar ativos de risco globalmente e dar algum fôlego ao Ibovespa; uma surpresa inflacionária, ao contrário, tende a pressionar juros americanos e reforçar a cautela com emergentes. O investidor brasileiro entra no pregão com agenda carregada e pouca margem para distração.