Brent sobe quase 1% e sustenta futuros do Dow; Nasdaq recua levemente enquanto mercado aguarda dados de emprego nos EUA ainda esta semana

O investidor brasileiro começa a quinta-feira com um cenário externo misto: futuros de Nova York operam próximos da estabilidade, divididos entre leve alta no Dow e recuo moderado no Nasdaq, enquanto o mercado aguarda o payroll americano. O petróleo Brent avança com firmeza, o dólar perde força frente a uma cesta de moedas e o ouro opera essencialmente estável. No Brasil, o Ibovespa mantém momentum positivo, com o nível de 200 mil pontos no radar dos analistas.

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Payroll no radar: Fed e mercado de trabalho dominam sessão

O principal termômetro do dia será a sequência de dados e falas nos EUA: além do PMI de serviços (ISM), três membros do Fed, Waller, Hammack e Goolsbee, se pronunciam ao longo da sessão. O mercado monitora cada sinal sobre o ritmo de cortes de juros, especialmente com o yield do T-Note de 10 anos rodando próximo de 4,8% ao ano. Qualquer surpresa no dado de emprego ou tom mais hawkish dos dirigentes do banco central americano tem potencial de aumentar a volatilidade nos ativos de risco globais.

Ativo Variação Valor
🇺🇸 Dow Jones Futuros ▲ 0,04% 53.195
🇺🇸 S&P Futuros ▼ 0,06% 7.678
🇺🇸 Nasdaq Futuros ▼ 0,24% 29.161
🇪🇺 Euro Stoxx 50 ▼ 0,17% 6.351
🇬🇧 FTSE 100 ▲ 0,10% 10.773
🇯🇵 Nikkei 225 ▼ 0,08% 64.214
🇭🇰 Hang Seng ▼ 0,39% 25.213
🇨🇳 Shanghai ▲ 0,06% 3.942
💵 DXY (Dolar Index) ▼ 0,21% 99,21
🪙 Ouro ▼ 0,04% 4.475
🛢️ Petroleo Brent ▲ 0,90% 96,33
₿ Bitcoin ▲ 0,33% 77.571
🇺🇸 T-Note 10 anos (yield) ▲ 0,00% 4,796

Às 07h00 (Horário de Brasília)03/09/2026

Petróleo em alta sustenta commodities e moedas emergentes

O Brent opera com alta de quase 1% nesta manhã, movimento que tende a favorecer moedas ligadas a commodities e aliviar parte da pressão sobre o real. O DXY, índice que mede o dólar frente a uma cesta de divisas, recua, o que amplia o apetite por ativos emergentes. Para o mercado brasileiro, a combinação de petróleo firme e dólar mais fraco cria um ambiente relativamente favorável para papéis ligados ao setor de energia e exportadores.

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Ibovespa e a corrida ao nível de 200 mil pontos

O Ibovespa mantém trajetória de valorização e o nível de 200 mil pontos passou a ser acompanhado de perto por analistas de mercado. Segundo o Valor Econômico, bancos e gestoras monitoram o avanço da inteligência artificial como vetor de eficiência e crescimento para empresas do setor financeiro listadas na bolsa, o que adiciona um componente estrutural ao rali recente. O cenário político doméstico, com eleições de 2026 no horizonte e pesquisas eleitorais em circulação, deve seguir como fator de volatilidade pontual ao longo das próximas semanas.

Asia dividida; Europa abre sem impulso claro

Na Ásia, Nikkei e Hang Seng recuam moderadamente, com Hong Kong pressionado por cautela em relação ao ciclo global de juros. Xangai sustenta leve alta. Na Europa, o Euro Stoxx 50 opera em queda discreta, enquanto o FTSE 100 londrino registra pequeno avanço, apoiado justamente pela alta das commodities energéticas. O quadro sugere uma abertura sem viés definido para os mercados no Brasil.

Agenda Econômica do Dia

  • 🇪🇺 Leilão de títulos de 10 anos (Espanha) 🐂
  • 🇪🇺 Leilão de títulos de 10 anos (França) 🐂
  • 🇺🇸 Pedidos de seguro-desemprego 🐂🐂
  • 🇺🇸 Membro do FOMC, Waller fala 🐂
  • 🇺🇸 PMI de serviços (ISM) 🐂🐂
  • 🇺🇸 Estoques de gás natural 🐂
  • 🇺🇸 Membro do FOMC, Hammack fala 🐂
  • 🇺🇸 Membro do FOMC, Goolsbee fala 🐂

A sessão desta quinta-feira será guiada pela leitura do PMI de serviços dos EUA e pelas falas de membros do Fed, que podem recalibrar as expectativas para a política monetária americana e, por consequência, o apetite global por risco. No Brasil, o Ibovespa segue na posição de destaque entre os índices globais, mas a volatilidade associada ao calendário eleitoral de 2026 já começa a entrar no radar dos gestores.