Juros futuros também subiram no mercado doméstico, pressionados por risco eleitoral e mau humor persistente com o cenário fiscal.

O Ibovespa fechou a sessão desta terça-feira com leve recuo, sem força para sustentar uma direção clara diante de um ambiente externo misto e pressões internas no mercado de juros. O dólar voltou a subir, reagindo aos dados de inflação divulgados nos Estados Unidos ao longo do dia. No cenário doméstico, o mau humor com o risco fiscal e eleitoral manteve a curva de juros futuros em alta, pesando sobre o humor do investidor local.

Inflação americana divide mercados globais

Os dados de inflação divulgados nos EUA nesta sessão geraram leitura ambígua nos mercados globais. As bolsas americanas fecharam sem sinal único: enquanto o Nasdaq e o S&P 500 avançaram puxados por tecnologia, o Dow Jones oscilou próximo à estabilidade. O movimento reflete a tensão entre a resiliência inflacionária americana e a expectativa de que o Federal Reserve mantenha os juros elevados por mais tempo, o yield do Treasury de dez anos recuou marginalmente, mas segue em patamar historicamente restritivo.

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Ativo Variação Valor
Dólar ▲ 0,64% 5,190
Ibovespa ▼ 0,23% 167.491
Dow Jones ▼ 0,04% 53.770
S&P 500 ▲ 0,26% 7.748
Nasdaq ▲ 0,54% 26.588
Stoxx 600 ▼ 0,21% 659,48
FTSE 100 ▼ 0,10% 10.833
Petróleo Brent ▼ 1,79% 88,37
Bitcoin ▼ 0,18% 63.415
T-Note 10 anos (yield) ▼ 0,04% 4,682

Às 18h30 (Horário de Brasília)12/08/2026

Juros futuros sobem com risco fiscal e eleitoral

No mercado doméstico, os juros futuros operaram em alta durante toda a sessão, num movimento que o Valor Econômico atribuiu à combinação de mau humor persistente e preocupações com o risco eleitoral no horizonte. A equipe econômica do governo propôs novas travas para gastos em projeto que ainda tramita no Congresso, sinal de que o debate fiscal segue inconcluso e mantém a incerteza no radar do mercado de renda fixa.

Rumo e Taesa: resultados e negócios movimentam setor

No campo corporativo, a Rumo reportou lucro ajustado de R$ 688 milhões no segundo trimestre, queda de 6% na base anual, mas número acima do que o consenso de mercado esperava, e o lucro reportado cresceu 57% no período, conforme o Valor Econômico. Já a Taesa concluiu a aquisição de transmissoras da Energisa por R$ 1,64 bilhão, transação que amplia seu portfólio de ativos regulados. Os dois eventos trouxeram movimentação pontual nos respectivos papéis durante o pregão.

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Petróleo recua e limita ganhos de Petrobras

O petróleo Brent operou em queda expressiva na sessão, pressionando as ações do setor de energia. O movimento limitou eventuais ganhos de Petrobras, um dos papéis de maior peso no Ibovespa, e contribuiu para o recuo marginal do índice ao longo do dia. A commodity segue sensível ao balanço entre expectativas de demanda global e tensões geopolíticas no Oriente Médio.

No próximo pregão, o mercado brasileiro segue atento à evolução do debate fiscal no Congresso e ao comportamento do dólar em resposta ao ambiente externo. A curva de juros continuará como termômetro central do humor do investidor doméstico, especialmente diante da proximidade do ciclo eleitoral no horizonte.