Setor de mineração e siderurgia concentrou as perdas; TOTVS liderou as altas com ganho superior a 4% no pregão

O Ibovespa fechou o pregão desta sessão em território negativo, recuando próximo a 1%, com o índice encerrando abaixo dos 186 mil pontos. O movimento reflete pressão concentrada em ações ligadas a commodities metálicas, que pesaram de forma determinante sobre o índice. Do lado oposto, papéis de tecnologia e consumo sustentaram perdas maiores e destacaram-se entre os melhores desempenhos do dia.

Mineração e siderurgia afundam o índice

As maiores perdas do Ibovespa na sessão ficaram concentradas no setor de mineração e siderurgia, com recuos expressivos em CSN Mineração, Usiminas, Sid Nacional e Bradespar. O movimento reflete sensibilidade desses papéis ao ambiente externo de incerteza sobre a demanda global por aço e minério de ferro, em um dia em que o apetite por risco permaneceu contido. O MPF também acionou a Vale por extravasamento na Mina de Viga e exigiu auditoria independente, segundo o InfoMoney, o que contribuiu para o viés negativo no segmento.

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Ativo Variação Valor
Ibovespa ▼ 0,91% 185.501
Dólar ▲ 0,34% 5,144

Às 21h00 (Horário de Brasília)14/09/2026

Maiores Altas do Dia (Ibovespa)

Ativo Variação Valor
TOTVS (tots3) ▲ 4,34% 34,37
HYPERA (hype3) ▲ 3,38% 23,53
COPASA (csmg3) ▲ 1,64% 56,87
FLEURY (flry3) ▲ 1,61% 21,40
AMBEV S/A (abev3) ▲ 1,60% 15,87

Maiores Baixas do Dia (Ibovespa)

Ativo Variação Valor
CSNMINERACAO (cmin3) ▼ 6,85% 6,260
USIMINAS (usim5) ▼ 4,74% 7,030
SID NACIONAL (csna3) ▼ 4,65% 6,350
AZZAS 2154 (azza3) ▼ 4,02% 15,77
BRADESPAR (brap4) ▼ 3,99% 21,64

TOTVS lidera altas; saúde e consumo resistem

Na contramão do índice, TOTVS avançou mais de 4% e liderou as altas do Ibovespa na sessão, seguida por Hypera, Copasa, Fleury e Ambev, que também encerraram no campo positivo. O desempenho favorável desses papéis reflete rotação setorial em direção a ativos considerados menos expostos à volatilidade de commodities e ao cenário externo adverso.

Agenda Brasil-EUA e tarifas no radar

No campo macroeconômico, o mercado acompanhou a perspectiva de reunião presencial entre Brasil e Estados Unidos para discutir o tarifaço norte-americano, movimento que mantém o cenário de negociações comerciais como variável de atenção para os próximos pregões. No front cambial, o dólar avançou de forma moderada na sessão, refletindo cautela dos investidores diante do ambiente global de incertezas.

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Com o fechamento desta sessão, o mercado encerra o dia com saldo negativo, tendo as commodities como vetor central de pressão sobre o Ibovespa. A agenda de negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos e os desdobramentos do setor de mineração devem permanecer no radar dos operadores para as próximas sessões.

Editorial BolsaNews