Brent avança mais de 1,5% no dia, favorecendo Petrobras e Brava; Suzano salta quase 3% após anúncio de reajuste de preços na celulose

O Ibovespa fechou o pregão desta tarde em alta, sustentado pela recuperação das ações da Petrobras e por movimentos positivos em papéis ligados a commodities. O dólar recuou levemente frente ao real, aliviando pressão sobre o câmbio. O principal vetor do dia foi a valorização do petróleo Brent, que reagiu a tensões geopolíticas envolvendo o estreito de Ormuz e declarações do governo americano sobre exportações de diesel.

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Petróleo em alta anima petroleiras no pregão

O petróleo Brent operou com ganho expressivo ao longo do dia, ultrapassando 1,5% de valorização, após notícias sobre a possibilidade de restrição ao estreito de Ormuz — canal estratégico para o escoamento global de petróleo — e declarações do governo Trump sobre eventuais proibições de exportações americanas de diesel vinculadas ao conflito Rússia-Ucrânia. O movimento favoreceu diretamente as ações da Petrobras, que reagiram em alta e se tornaram um dos principais suportes do Ibovespa no dia. Brava Energia (BRAV3) figurou entre as maiores altas do índice, com o mercado reagindo positivamente a avanços operacionais no campo de Papa-Terra.

Ativo Variação Valor
Dólar ▼ 0,19% 5,102
Ibovespa ▲ 0,44% 187.423
Dow Jones ▼ 0,36% 51.864
S&P 500 ▼ 0,00% 7.765
Nasdaq ▲ 0,45% 27.244
Stoxx 600 ▲ 0,10% 642,78
FTSE 100 ▼ 0,29% 10.708
Petróleo Brent ▲ 1,60% 98,65
Bitcoin ▼ 0,41% 86.242
T-Note 10 anos (yield) ▲ 0,10% 4,968

Às 18h30 (Horário de Brasília)22/09/2026

Suzano dispara com reajuste de preços na celulose

As ações da Suzano (SUZB3) subiram quase 3% no pregão após a empresa anunciar aumentos de preços para todos os mercados de celulose a partir de outubro, conforme informou o Valor Econômico. O movimento foi bem recebido pelo mercado, que interpretou o reajuste como sinal de recuperação de margens para a companhia em um cenário de demanda ainda pressionada globalmente.

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Wall Street opera mista; yields do Tesouro americano avançam

Nos Estados Unidos, o desempenho foi heterogêneo: enquanto o Nasdaq avançou, sustentado por papéis de tecnologia, o Dow Jones operou em queda e o S&P 500 ficou praticamente estável. O yield da T-Note de 10 anos seguiu acima de 4,9%, nível que mantém pressão sobre ativos de risco globalmente e limita um eventual rali mais amplo nas bolsas. O mercado americano segue monitorando o equilíbrio entre resiliência econômica e política monetária restritiva do Federal Reserve.

Crédito doméstico e consumo no radar macroeconômico

No front doméstico, o custo do crédito voltou à discussão após a Fazenda apontar o endividamento das famílias como fator de aperto no orçamento dos brasileiros. Em paralelo, dado do setor automotivo mostrou que o financiamento de veículos registrou o melhor agosto em 15 anos, segundo levantamento da Trillia, da B3 — sinalizando dinâmica dual no consumo, com demanda aquecida em segmentos específicos mesmo diante de juros elevados.

Com um pregão de movimentos moderados e sem grandes surpresas negativas, o mercado doméstico demonstrou resiliência apoiada em commodities e em resultados setoriais pontuais. Para o próximo pregão, o comportamento do petróleo e eventuais desdobramentos do cenário geopolítico no Oriente Médio devem seguir como variáveis centrais, ao lado do câmbio e dos sinais vindos do mercado de juros americano.