Índice encerrou o pregão com ganho de 0,54%, enquanto o dólar operou próximo a R$ 5,15, com sessão marcada por ruído político interno e cautela externa.

O Ibovespa encerrou o pregão em alta moderada, com as ações da Petrobras assumindo o papel de principal sustentação do índice em uma sessão de humor misto. O dólar cedeu de forma marginal frente ao real. A jornada foi marcada por incerteza política doméstica, com o STF no centro das atenções, e por um cenário externo que começa a precificar as decisões de política monetária que se aproximam nos EUA e no Brasil.

Petrobras lidera e carrega o Ibovespa no pregão

As ações da Petrobras figuraram entre os maiores destaques positivos do dia, com valorização superior a 3% tanto nos papéis ordinários quanto nos preferenciais. O movimento ocorreu em um contexto de alta do preço do petróleo no mercado internacional, fator que historicamente impacta a percepção de valor dos papéis da estatal. A performance da companhia foi determinante para que o índice fechasse no campo positivo mesmo diante de pressões em outros segmentos.

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Ativo Variação Valor
Ibovespa ▲ 0,54% 186.503
Dólar ▼ 0,08% 5,149

Às 21h01 (Horário de Brasília)15/09/2026

Maiores Altas do Dia (Ibovespa)

Ativo Variação Valor
PETROBRAS (petr3) ▲ 3,63% 56,23
GERDAU MET (goau4) ▲ 3,57% 11,61
USIMINAS (usim5) ▲ 3,27% 7,260
GERDAU (ggbr4) ▲ 3,15% 25,85
PETROBRAS (petr4) ▲ 3,09% 50,43

Maiores Baixas do Dia (Ibovespa)

Ativo Variação Valor
AZZAS 2154 (azza3) ▼ 2,98% 15,30
SID NACIONAL (csna3) ▼ 2,20% 6,210
COSAN (csan3) ▼ 1,94% 3,540
TOTVS (tots3) ▼ 1,57% 33,83
HAPVIDA (hapv3) ▼ 1,34% 6,630

Siderurgia avança; varejo e saúde ficam para trás

Além da Petrobras, o setor siderúrgico também registrou desempenho positivo relevante na sessão, com Gerdau, Gerdau Met e Usiminas entre as maiores altas do índice. No lado oposto, papéis do varejo e da saúde pressionaram o Ibovespa para baixo, com Azzas 2154 liderando as perdas e Hapvida e Totvs também entre as maiores quedas do dia. A Cosan e a Siderúrgica Nacional completaram o grupo das maiores baixas, sem um catalisador único e evidente para o movimento.

STF e política doméstica adicionam ruído ao mercado

A sessão foi acompanhada de perto pelo ambiente político, com sessão confusa no Supremo Tribunal Federal que suspendeu a análise de abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. O ruído institucional gerou cautela em parcelas do mercado ao longo do dia, embora não tenha sido suficiente para reverter o saldo positivo do Ibovespa, sustentado pelo desempenho das commodities.

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Exterior mantém tom cauteloso antes do Fed e do Copom

Wall Street operou em queda na sessão, pressionada pela alta do petróleo e pelo rendimento dos Treasuries americanos ultrapassando a marca de 5% ao ano, nível que historicamente eleva a aversão ao risco em mercados emergentes. O cenário externo tende a ganhar ainda mais peso nos próximos dias, com o mercado aguardando as decisões de política monetária do Federal Reserve e do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil.

Com o pregão encerrado, a atenção do mercado se volta para os eventos macroeconômicos da semana, especialmente as decisões de juros nos EUA e no Brasil, que devem ditar o ritmo dos ativos de risco nas próximas sessões. A WEG (WEGE3) também entra no radar após o conselho de administração da companhia aprovar o pagamento de R$ 450 milhões em juros sobre capital próprio, conforme informou o Valor Econômico.

Editorial BolsaNews