O Ibovespa amargou nesta terça-feira (11) a maior queda diária em cinco meses, encerrando a sessão em baixa de 2,50%, aos 167.875 pontos, muito próximo da mínima intradiária de 167.569 pontos. O movimento desfez os ganhos acumulados em boa parte do mês e levou o índice a operar em terreno de alerta para analistas que acompanham a dinâmica de capital estrangeiro no mercado local.

O gatilho inicial foi a revisão do J.P. Morgan para sua postura sobre ativos brasileiros, que passou de posição favorável para neutra. A mudança de postura do banco americano, segundo o Valor Econômico, impulsionou uma rodada de vendas por parte de investidores estrangeiros de grande porte, o que fez o mercado perder patamares considerados relevantes do ponto de vista técnico.

As ações do setor bancário concentraram o impacto mais severo da jornada. As units do BTG Pactual lideraram as perdas entre as instituições financeiras, recuando 5,80%, em meio a avaliações de agentes do mercado de que determinadas métricas operacionais e a composição do crescimento divulgados no balanço do segundo trimestre ficaram abaixo das expectativas. A única exceção de relevo no setor foi o Santander, cujas units avançaram 0,92% no dia.

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O ambiente já deteriorado pelo movimento dos estrangeiros foi agravado pela divulgação da pesquisa CNT/MDA, que apontou ampliação da vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) no cenário eleitoral. O resultado pesou sobre o humor dos investidores locais, que vinham monitorando de perto a evolução das pesquisas como fator de risco para o mercado de capitais nos próximos meses.

Do ponto de vista histórico, a queda desta terça supera em intensidade a maioria das sessões negativas do ano. O recuo de 2,50% só perde para a queda de 2,55% registrada em 12 de março, data que agora volta a servir de referência para medir a magnitude do estresse atual. Analistas monitoram nos próximos pregões se o fluxo estrangeiro continua pressionando o índice ou se há sinal de estabilização após o ajuste de posicionamento.

Editorial BolsaNews

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