Bolsa opera em alta superior a 0,7% e divisa americana cede cerca de 0,7%, revertendo abertura em alta, até o fechamento desta edição.

O Ibovespa abriu o pregão desta terça-feira (1º) em alta e, até o fechamento desta edição, às 11h05, opera acima de 0,7%, testando a retomada dos 179 mil pontos. O dólar inverteu o sinal: abriu em alta, mas passou a recuar com força, acumulando queda próxima a 0,7% na sessão, em movimento que o mercado associa ao cenário eleitoral doméstico e à leitura do PIB divulgada nesta manhã. O mercado americano ainda não havia aberto ao fim desta edição.

PIB desacelera e mercado reavalia trajetória dos juros

Os dados de PIB divulgados nesta manhã mostraram desaceleração da atividade econômica, sinalizando que a economia brasileira pode ser mais sensível ao nível atual de juros do que o mercado precificava. Conforme noticiou o Valor Econômico, o quadro macroeconômico pode ter influenciado o consumo das famílias no trimestre. O resultado alimenta o debate sobre o ritmo de aperto monetário e se reflete na queda dos juros futuros, que se descolaram do exterior nesta sessão, movimento que ajuda a explicar a pressão vendedora sobre o dólar.

Publicidade
Ativo Variação Valor
Ibovespa ▲ 0,73% 178.732
Dólar ▼ 0,70% 5,147

Às 11h05 (Horário de Brasília)01/09/2026

Maiores Altas do Dia (Ibovespa)

Ativo Variação Valor
ULTRAPAR (ugpa3) ▲ 2,72% 35,50
VIBRA (vbbr3) ▲ 2,48% 35,15
PETROBRAS (petr4) ▲ 2,38% 45,96
PETROBRAS (petr3) ▲ 2,32% 51,21
COSAN (csan3) ▲ 2,31% 3,980

Maiores Baixas do Dia (Ibovespa)

Ativo Variação Valor
MRV (mrve3) ▼ 1,27% 5,430
SID NACIONAL (csna3) ▼ 1,12% 5,310
LOCALIZA (rent3) ▼ 0,77% 34,94
TOTVS (tots3) ▼ 0,76% 35,24
GERDAU MET (goau4) ▼ 0,48% 10,34

Petróleo em destaque: liminar derrubada e ações do setor sobem

A Justiça derrubou a liminar que suspendia a cobrança do imposto de exportação de petróleo, encerrando uma incerteza jurídica que pesava sobre o setor. O movimento repercute positivamente nas ações de empresas do segmento, que figuram entre as maiores altas do Ibovespa nesta manhã, com Petrobras, Vibra e Cosan registrando valorização relevante. O ambiente de alta nas cotações do petróleo no exterior reforça o fluxo positivo para esses papéis.

Treasuries e bolsas de NY: exterior opera sob pressão

No exterior, o avanço nos rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) e a alta nos preços do petróleo pressionam as bolsas de Nova York, que operam no território negativo antes da abertura oficial. O efeito contágio é limitado para o mercado local nesta sessão, com o Ibovespa e o câmbio seguindo dinâmica própria, ancorada nos dados domésticos e no cenário político-eleitoral.

Publicidade

Renda fixa no radar: juros do Tesouro Direto aceleram

A disparada nos rendimentos dos títulos americanos repercute nas taxas do Tesouro Direto, que aceleram nesta sessão. O movimento amplia a atenção dos investidores de renda fixa para o custo de carregamento dos títulos públicos brasileiros, em um dia em que a curva de juros locais oscila em resposta cruzada entre o dado de PIB, que arrefece expectativas de alta mais longa do Copom, e a pressão externa dos Treasuries.

O pregão segue em aberto, com o mercado americano ainda entrando em cena ao longo das próximas horas. A dinâmica interna, entre o dado de PIB, o cenário eleitoral e a decisão judicial sobre o imposto de exportação de petróleo, deve continuar pautando o comportamento do Ibovespa e do dólar ao longo da manhã.

Editorial BolsaNews