O setor de petróleo registrou uma virada expressiva de resultados no segundo trimestre de 2026. O lucro líquido agregado das 15 maiores petroleiras com dados comparáveis saltou de aproximadamente US$ 36,3 bilhões, no trimestre anterior, para US$ 85,0 bilhões entre abril e junho, representando uma expansão de 134%. O movimento reflete, em grande medida, a trajetória de recuperação dos preços do petróleo ao longo deste ano, que ofereceu suporte generalizado às margens do setor.

Em termos absolutos, a ExxonMobil liderou o ranking de lucros no período, com US$ 14,5 bilhões. A Chevron ficou em segundo lugar, com US$ 12,1 bilhões, seguida pela Shell, com US$ 10,8 bilhões, e pela Petrobras, com US$ 10,1 bilhões. Juntas, essas quatro companhias concentraram cerca de 56% de todo o lucro líquido do grupo analisado no trimestre.

A Petrobras, embora ocupe a quarta posição em volume absoluto de lucro, destacou-se pelo desempenho em termos de rentabilidade. A companhia encerrou o segundo trimestre com margem líquida de 30,97% e margem EBITDA de 55,36%, indicadores que a posicionam entre as petroleiras de melhor eficiência operacional dentro do grupo comparável.

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O único recuo na comparação trimestral foi registrado pela Occidental Petroleum, cuja rentabilidade caiu de US$ 3,3 bilhões para US$ 3,0 bilhões, queda de 11%. A margem líquida da companhia recuou de 65,75% para 35,98% no período. Ainda assim, a Occidental manteve o maior patamar de margem líquida entre todas as petroleiras da lista.

Segundo levantamento da consultoria Elos Ayta, o conjunto de dados não inclui a Equinor, que ainda não havia divulgado seus resultados referentes ao segundo trimestre no momento da apuração. O desempenho consolidado do setor reforça a percepção de que a combinação entre preços do petróleo mais elevados e disciplina de custos tem favorecido a geração de caixa das grandes produtoras neste ciclo.

Editorial BolsaNews

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