Bolsas asiáticas lideram queda global; Brent recua mais de 1% e yield do T-Note de 10 anos alivia para 4,64%

O investidor brasileiro começa a terça-feira de olho em dois vetores distintos: a turbulência nas bolsas asiáticas, liderada por uma queda expressiva no Nikkei 225, e o dado de inflação doméstica que será divulgado hoje, o IPCA-15, prévia do IBGE para o mês. No exterior, os futuros norte-americanos operam sem consenso, com o Nasdaq sob pressão do setor de tecnologia e semicondutores, enquanto Europa e Hong Kong mostram leve recuperação.

Nikkei em queda forte puxa cautela na Ásia

O índice japonês opera com o maior recuo entre as praças globais acompanhadas nesta manhã, afundando perto de 4%, movimento que reflete em parte a pressão sobre ações de semicondutores, tema que também contamina os futuros do Nasdaq, conforme noticiou o InfoMoney. A China continental também recua, enquanto Hong Kong ensaia leve alta, sinalizando um quadro fragmentado na Ásia sem um catalisador unificado de apetite por risco.

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Ativo Variação Valor
Dow Jones Futuros ▲ 0,27% 52.560
S&P Futuros ▲ 0,04% 7.444
Nasdaq Futuros ▼ 0,28% 27.973
Euro Stoxx 50 ▲ 0,09% 6.303
FTSE 100 ▲ 0,36% 10.840
Nikkei 225 ▼ 3,99% 62.365
Hang Seng ▲ 0,41% 25.311
Shanghai ▼ 1,16% 3.813
DXY (Dolar Index) ▲ 0,10% 101,58
Ouro ▼ 0,45% 4.031
Petroleo Brent ▼ 1,22% 86,12
Bitcoin ▼ 0,63% 63.298
T-Note 10 anos (yield) ▼ 0,81% 4,641

Às 07h00 (Horário de Brasília)28/07/2026

Corrida chinesa por chips pressiona setor global

No campo das notícias estruturais, o InfoMoney destacou que a China acelera investimentos em autossuficiência no setor de semicondutores, com avanços na produção doméstica de máquinas de litografia, equipamentos essenciais para a fabricação de chips avançados. O movimento acirra a disputa tecnológica com Estados Unidos e Europa e pode ampliar a volatilidade em papéis ligados ao setor ao longo do dia, tanto nas bolsas asiáticas quanto nos índices americanos.

IPCA-15 é o termômetro doméstico desta terça

No front local, o IBGE divulga hoje o IPCA-15 de julho, dado que serve como prévia da inflação oficial e tende a pautar as expectativas do mercado para os próximos passos da política monetária do Banco Central. O número chega em momento em que o debate sobre o ciclo de juros segue aquecido, e qualquer surpresa, para cima ou para baixo, pode impactar a curva de juros e o câmbio ao longo da sessão.

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Barclays, J&J e resultados corporativos no radar

Na seara corporativa internacional, o Barclays reportou crescimento de 31% no lucro antes de impostos no segundo trimestre, para 3,25 bilhões de euros, segundo o Valor Econômico. A Johnson & Johnson, por sua vez, anunciou acordo de US$ 5,5 bilhões para encerrar processos judiciais relacionados ao talco, encerrando um longo contencioso. Esses resultados compõem o pano de fundo da temporada de balanços do segundo trimestre, que também começa a ganhar tração no Brasil.

Agenda Econômica do Dia

  • 🇺🇸 CB Consumer Confidence (impacto: Medium)
  • 🇺🇸 API Weekly Statistical Bulletin (impacto: Medium)
  • IPCA-15 Divulgacao hoje (fonte: IBGE).

Com a agenda doméstica concentrada no IPCA-15 e o exterior dividido entre resultados corporativos positivos na Europa e a pressão técnica sobre tecnologia nos EUA, a sessão deve ser de atenção redobrada aos dados e à reação dos mercados futuros ao longo da manhã. Petróleo em queda e ouro cedendo terreno completam um cenário que pede cautela antes de qualquer leitura mais definitiva sobre o humor dos ativos de risco.