Brent sobe quase 3% após Trump sinalizar acordo iminente para reabertura do Estreito de Ormuz; yields dos Treasuries de 10 anos recuam.

O investidor brasileiro acorda com um quadro externo misto, mas com pontos de atenção relevantes. Do lado positivo, a bolsa japonesa lidera os ganhos globais com forte valorização, o petróleo dispara com sinalizações diplomáticas entre EUA e Irã, e o ouro renova patamar elevado. Nos EUA, os futuros operam com leve recuo enquanto o mercado aguarda dados de emprego e falas de membros do Fed. Por aqui, o evento do dia é a decisão do Copom, com o comunicado podendo balizar as apostas para setembro.

Nikkei lidera ganhos globais com impulso de IA

A bolsa japonesa registrou sua maior alta em semanas, avançando mais de 3,5%, em sessão marcada por otimismo com o setor de inteligência artificial e notícias de que o Japão avalia a incorporação de sistemas de IA das empresas Palantir e Anduril para suas forças de defesa, conforme informou o Valor Econômico. O movimento contrasta com o desempenho tímido dos futuros norte-americanos e europeus, que operam próximos à estabilidade, sugerindo que o apetite por risco se concentrou, por ora, na Ásia.

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Ativo Variação Valor
Dow Jones Futuros ▼ 0,15% 54.409
S&P Futuros ▼ 0,05% 7.788
Nasdaq Futuros ▼ 0,11% 29.856
Euro Stoxx 50 ▼ 0,04% 6.487
FTSE 100 ▲ 0,01% 10.891
Nikkei 225 ▲ 3,67% 66.300
Hang Seng ▲ 0,24% 25.916
Shanghai ▲ 1,43% 3.878
DXY (Dolar Index) ▲ 0,02% 99,82
Ouro ▲ 0,71% 4.216
Petroleo Brent ▲ 2,92% 80,65
Bitcoin ▲ 0,07% 64.097
T-Note 10 anos (yield) ▼ 1,26% 4,627

Às 07h00 (Horário de Brasília)05/08/2026

Petróleo dispara com esperança de acordo EUA-Irã

O Brent opera com valorização próxima a 3% após o presidente Donald Trump sinalizar um acordo iminente que poderia levar à reabertura do Estreito de Ormuz, passagem estratégica por onde transita parcela relevante do petróleo mundial. O movimento alimenta expectativa de redução de tensões geopolíticas no Golfo Pérsico e aumenta a volatilidade nos ativos ligados à energia. Para o mercado local, o impacto pode ser sentido em papéis do setor de óleo e gás.

Copom decide: comunicado no foco do mercado

A decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central é o principal evento doméstico do dia. O mercado monitora não apenas o resultado da reunião, mas sobretudo o tom do comunicado, que deve oferecer pistas sobre a continuidade, ou não, do ciclo de afrouxamento monetário na reunião de setembro. O contexto de juros elevados nos EUA, com o yield do Treasury de 10 anos ainda em patamar elevado apesar do recuo desta manhã, adiciona complexidade à comunicação do BC.

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Bradesco reporta balanço do segundo trimestre hoje

Além do Copom, o mercado acompanha a divulgação dos resultados do Bradesco (BBDC3) referentes ao segundo trimestre. O papel vem sendo monitorado de perto por analistas que buscam sinais de recuperação de rentabilidade após trimestres de pressão nas margens. O resultado pode aumentar a volatilidade nas ações do banco e influenciar o humor mais amplo com o setor financeiro na Bovespa.

Agenda Econômica do Dia

  • 🇺🇸 ADP Non-Farm Employment Change (impacto: Medium)
  • 🇺🇸 ISM Services PMI (impacto: Medium)
  • 🇺🇸 Crude Oil Inventories (impacto: Medium)
  • 🇺🇸 FOMC Member Cook Speaks (impacto: Medium)
  • 🇺🇸 President Trump Speaks (impacto: Medium)
  • 🇺🇸 FOMC Member Daly Speaks (impacto: Medium)
  • 🇯🇵 30-y Bond Auction (impacto: Medium)
  • 🇧🇷 Copom Reuniao em 4-5 de agosto de 2026. Ata em 11 de agosto de 2026 (08h).

Entre dados de emprego privado nos EUA, falas de membros do Fed, o resultado do Bradesco e a decisão do Copom, a agenda desta quarta-feira é uma das mais carregadas da semana e pode definir o tom do mercado brasileiro até o fim do pregão de quinta.