Brent recua quase 5% e alivia pressões inflacionárias globais; Nikkei sobe mais de 1,4% e bolsas chinesas também fecham no azul

O investidor brasileiro chega a esta sexta-feira com um cenário externo dividido: petróleo em forte queda e bolsas asiáticas no azul abrem espaço para algum alívio nos mercados emergentes, mas a Europa recua e os futuros americanos oscilam sem direção clara. No plano doméstico, a ausência de grandes dados locais coloca o foco no exterior, especialmente nas falas de banqueiros centrais que movimentam o dia.

Publicidade

Petróleo despenca e muda o jogo inflacionário global

O Brent opera com queda de quase 5% nesta sessão, pressionado por relatos de que a China está intermediando junto ao Irã um recuo dos houthis no Mar Vermelho, movimento que, se confirmado, reduziria riscos de abastecimento na rota marítima estratégica, segundo informou a Reuters. A queda abrupta do petróleo tende a aliviar pressões de custo nas cadeias produtivas globais, mas também gera interrogações sobre a trajetória de receitas de países produtores e sobre o humor de setores ligados a energia nas bolsas.

Ativo Variação Valor
🇺🇸 Dow Jones Futuros ▼ 0,03% 52.246
🇺🇸 S&P Futuros ▲ 0,06% 7.718
🇺🇸 Nasdaq Futuros ▲ 0,31% 29.843
🇪🇺 Euro Stoxx 50 ▼ 0,61% 6.286
🇬🇧 FTSE 100 ▼ 0,70% 10.740
🇯🇵 Nikkei 225 ▲ 1,44% 65.019
🇭🇰 Hang Seng ▲ 0,60% 24.751
🇨🇳 Shanghai ▲ 0,92% 3.912
💵 DXY (Dolar Index) ▲ 0,13% 100,36
🪙 Ouro ▲ 0,42% 4.415
🛢️ Petroleo Brent ▼ 4,90% 98,84
₿ Bitcoin ▲ 2,35% 78.143
🇺🇸 T-Note 10 anos (yield) ▼ 1,18% 4,947

Às 07h00 (Horário de Brasília)18/09/2026

Ásia em alta, Europa recua: sinal cruzado para emergentes

Enquanto Nikkei, Hang Seng e Shanghai encerraram o pregão asiático com ganhos relevantes, impulsionados pelo avanço do setor de tecnologia em Wall Street na véspera, os índices europeus Euro Stoxx 50 e FTSE 100 operam em queda superior a 0,6%, refletindo cautela com dados de inflação na zona do euro: as expectativas de inflação para a região subiram a 3% em agosto, segundo levantamento divulgado pelo BCE. O sinal cruzado entre as praças complica a leitura de risco para ativos brasileiros ao longo do dia.

Publicidade

BOJ e BCE no radar: banqueiros centrais dominam a agenda

A coletiva de imprensa do Banco do Japão e a fala da presidente do BCE, Christine Lagarde, são os eventos de maior potencial de impacto desta sexta. No Japão, o mercado monitora sinalizações sobre o ritmo de normalização da política monetária após o Nikkei registrar forte valorização. Na Europa, Lagarde falará em meio à alta das expectativas de inflação, o que pode amplificar a volatilidade em moedas e juros globais, com efeito direto sobre o apetite por risco nos mercados emergentes, incluindo o Brasil.

Ouro e bitcoin avançam; yield do Treasury recua

O ouro opera em alta e renova patamares elevados, enquanto o bitcoin sustenta valorização acima de 2%, dois movimentos que, em geral, refletem busca por ativos alternativos em momentos de incerteza sobre o rumo dos juros americanos. O yield do Treasury de 10 anos recua, sugerindo que parte do mercado antecipa algum afrouxamento das condições financeiras nos EUA. O DXY, índice do dólar frente a uma cesta de moedas, sobe levemente, mantendo pressão residual sobre moedas de países emergentes.

Agenda Econômica do Dia

  • 🇬🇧 Vendas no varejo (mensal) 🐂🐂
  • 🇯🇵 BOJ Press Conference 🐂🐂🐂
  • 🇪🇺 Presidente do BCE, Lagarde fala 🐂🐂
  • 🇺🇸 Membro do FOMC, Bowman fala 🐂
  • 🇺🇸 Membro do FOMC, Schmid fala 🐂

Com petróleo em queda acentuada, sinal misto entre Ásia e Europa, e uma sequência de falas de banqueiros centrais ao longo do dia, a volatilidade deve permanecer elevada nas próximas horas. Investidores brasileiros acompanham de perto os desdobramentos externos para calibrar o posicionamento no encerramento da semana.