Tensões no Estreito de Ormuz pressionam o Brent, enquanto yields dos Treasuries de 10 anos sobem para 4,699%; Brasil aguarda ata do Copom e IPCA.
A terça-feira começa com um quadro externo dividido: o petróleo dispara com a deterioração das negociações sobre o Estreito de Ormuz, pressionando yields dos Treasuries e pesando sobre os futuros americanos, enquanto o Nikkei protagoniza a maior alta entre os principais índices globais. Para o investidor brasileiro, o dia é carregado de catalisadores internos, a ata da última reunião do Copom e o IPCA de julho chegam ao mesmo tempo em que o mercado digere os resultados do BTG Pactual.
Ormuz no centro das tensões: petróleo em disparada
As esperanças de um acordo diplomático sobre o Estreito de Ormuz se esvaíram após Washington exigir indenizações do Irã, segundo apuração do InfoMoney. O impasse eleva o prêmio de risco geopolítico sobre o mercado de energia: o Brent opera com alta superior a 2%, movimento que, historicamente, pressiona custos de produção e alimenta expectativas inflacionárias globais. O efeito colateral já aparece nos futuros dos EUA, que operam com leve queda, e nos yields dos Treasuries de 10 anos, que avançam para próximo de 4,7%.
| Ativo | Variação | Valor |
|---|---|---|
| Dow Jones Futuros | ▼ 0,09% | 54.015 |
| S&P Futuros | ▼ 0,11% | 7.778 |
| Nasdaq Futuros | ▼ 0,22% | 29.769 |
| Euro Stoxx 50 | ▼ 0,02% | 6.538 |
| FTSE 100 | ▼ 0,17% | 10.851 |
| Nikkei 225 | ▲ 1,99% | 66.970 |
| Hang Seng | ▼ 1,10% | 25.653 |
| Shanghai | ▼ 0,84% | 3.934 |
| DXY (Dolar Index) | ▲ 0,06% | 99,85 |
| Ouro | ▼ 1,00% | 4.432 |
| Petroleo Brent | ▲ 2,47% | 89,85 |
| Bitcoin | ▲ 0,51% | 64.238 |
| T-Note 10 anos (yield) | ▲ 0,84% | 4,699 |
Às 07h00 (Horário de Brasília)11/08/2026
Ata do Copom e IPCA: duplo gatilho doméstico
O mercado brasileiro enfrenta nesta terça-feira um volume incomum de informação doméstica. A ata da reunião do Copom de agosto, divulgada às 8h, deve detalhar o raciocínio do Banco Central sobre o ciclo de política monetária em curso, qualquer sinalização sobre o ritmo futuro de ajustes tende a mover a curva de juros com rapidez. Pouco depois, o IPCA de julho chega para calibrar as expectativas: uma leitura acima do consenso poderia reforçar a postura cautelosa da autoridade monetária e aumentar a volatilidade nos ativos de renda fixa e no câmbio.
BTG registra lucro de R$ 5,1 bilhões no segundo trimestre
O BTG Pactual reportou lucro líquido de R$ 5,142 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de 22,6% na comparação anual, com receitas totais acima de R$ 10 bilhões, segundo o Valor Econômico. O resultado chega em um momento em que o setor bancário é monitorado de perto pelo mercado como termômetro da atividade econômica e do ambiente de crédito. O desempenho robusto pode influenciar o humor com papéis do setor financeiro na abertura do pregão.
Nikkei sobe quase 2%; China no vermelho
A sessão asiática registrou desempenho assimétrico: o Nikkei 225 avançou quase 2%, sustentado por dados e fluxo favorável ao mercado japonês, enquanto as bolsas chinesas operaram no campo negativo, o Hang Seng recuou mais de 1% e o Shanghai Composite cedeu com menor intensidade. A divergência reflete tanto fatores idiossincráticos de cada economia quanto a cautela dos investidores globais diante do avanço do petróleo e da incerteza geopolítica no Oriente Médio.
Agenda Econômica do Dia
- 🇺🇸 API Weekly Statistical Bulletin (impacto: Medium)
- 🇧🇷 Copom Reuniao em 4-5 de agosto de 2026. Ata em 11 de agosto de 2026 (08h).
- 🇧🇷 IPCA Divulgacao hoje (fonte: IBGE).
O ambiente externo mistura impulso energético com cautela sobre crescimento, enquanto o Brasil concentra nesta manhã dois dos eventos mais monitorados do calendário local. A combinação de ata do Copom, IPCA e resultado do BTG deve ditar o tom do Ibovespa já nas primeiras horas do pregão, um dia para acompanhar de perto.





