O petróleo WTI encerrou a semana em alta de 9,30%, fechando em US$ 99,99 o barril. A máxima intradia chegou a US$ 104,46. O gatilho foi geopolítico e direto: mísseis e drones dos Houthis, aliados do Irã, atingiram instalações da Saudi Aramco no sul da Arábia Saudita, deixando mais de 70 feridos e interrompendo operações em ao menos um campo de produção, segundo a CNBC. O ataque veio em sequência a ofensivas dos EUA contra três petroleiros iranianos, escalando o conflito EUA-Irã para novos patamares dentro da semana. A Reuters (via Yahoo Finance) confirmou que o WTI ultrapassou US$ 100 pela primeira vez em seis semanas na quarta-feira.

Desempenho da semana · timeframe de 15 minutos
O movimento é classificado como choque de oferta geopolítico com amplificação de fluxo. A causa não foi dado macro de demanda nem decisão de banco central: foi interrupção física de infraestrutura e risco de alastramento para o Golfo Pérsico. O trânsito pelo Estreito de Ormuz caiu ao menor nível desde maio, segundo dados da Kpler citados pela Reuters, tornando o prêmio de escassez palpável. O rally da semana, portanto, reflete precificação de risco de fornecimento real, não especulação sobre demanda futura.
O WTI fechou em US$ 99,99, operando 15,0% acima da MM100 diária (US$ 86,97) e 25,6% acima da MM200 diária (US$ 79,59), estrutura técnica claramente esticada em relação às médias de longo prazo. A máxima da semana em US$ 104,46 configura resistência imediata. A mínima semanal em US$ 90,87 e a abertura em US$ 92,26 formam a zona de suporte mais próxima caso o prêmio geopolítico recue. O nível psicológico de US$ 100 permanece como referência central de curto prazo.

Estrutura de tendência diária (candles) · Fonte: TradingView
Pontos a acompanhar na próxima semana: (1) desdobramentos militares no Estreito de Ormuz e qualquer anúncio de zona restrita pelo Irã, sendo o volume de trânsito diário de embarcações o indicador-chave de pressão de oferta; (2) relatório semanal de estoques de petróleo bruto do EIA, que mede se a interrupção física já se reflete nos inventários norte-americanos; (3) comportamento do preço em relação ao nível de US$ 100 e à resistência em US$ 104,46 ao longo dos pregões.

Desempenho histórico sazonal · últimos 6 anos · Fonte: TradingView
Editorial BolsaNews





