O petróleo WTI encerrou a semana com queda de 4,16%, fechando a sexta-feira em US$ 83,44 após ter aberto os cinco pregões em US$ 86,50. A mínima semanal foi de US$ 79,62, testada no calor das notícias sobre a crise geopolítica no Golfo. Segundo reportagem da Reuters publicada na sexta-feira, o mercado pesou, ao longo da semana, o aumento gradual de fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, via corredor de compartilhamento de receitas firmado entre Irã e Omã, contra o impasse nas negociações diplomáticas entre Washington e Teerã. O governo dos EUA anunciou o que chamou de “o pacote de sanções mais severo da história” contra o Irã durante a semana, enquanto analistas da Rystad Energy destacaram que o mercado foi surpreendido pelo volume adicional de óleo conseguindo sair do Estreito.

Desempenho da semana · timeframe de 15 minutos
O movimento da semana tem natureza predominantemente geopolítica e de oferta. A queda reflete a leitura do mercado de que o corredor Irã-Omã representa uma válvula de alívio real para o fornecimento de crude ao Leste Asiático, reduzindo o prêmio de risco que havia sustentado os preços em patamares mais elevados. O impasse diplomático mantém a incerteza elevada, mas o fluxo físico de barris pelo Estreito pesou mais na formação de preço ao longo da semana. É um movimento de realização com componente de reequilíbrio de oferta percebida, não de deterioração de demanda.
No fechamento de sexta-feira, o WTI opera a US$ 83,44, posicionado abaixo da MM100 diária (US$ 87,15) e acima da MM200 diária (US$ 78,06). A máxima da semana em US$ 86,57 coincide com a região da MM100, que passou a atuar como resistência imediata. A mínima semanal de US$ 79,62 fica próxima ao suporte oferecido pela MM200. O preço opera, portanto, no corredor comprimido entre as duas médias de longo prazo.

Estrutura de tendência diária (candles) · Fonte: TradingView
Para a próxima semana, os pontos a acompanhar são: (1) o ritmo efetivo de barris transitando pelo corredor Irã-Omã e eventuais declarações de Teerã ou Washington sobre o status das negociações diplomáticas; (2) os dados semanais de estoques de crude nos EUA (API e EIA), que vão sinalizar se o aumento de fluxo pelo Estreito já se traduz em recomposição de inventários; (3) o comportamento do preço em relação à MM100 diária (US$ 87,15) como resistência e à MM200 diária (US$ 78,06) como suporte no gráfico diário.

Desempenho histórico sazonal · últimos 6 anos · Fonte: TradingView
Editorial BolsaNews





