O S&P 500 encerrou a semana em queda de 0,80%, fechando em 7.656 pontos na sexta-feira após acumular quatro sessões consecutivas de perdas antes do rali do último pregão. O índice abriu a semana já na máxima (7.717) e não voltou a testar esse nível. O Dow Jones recuou 1,6% no período, seu pior desempenho semanal desde março, enquanto o Nasdaq cedeu 0,7%, segundo o Investrade. A virada de sexta interrompeu a sequência de quedas, mas não foi suficiente para devolver o terreno perdido nos pregões anteriores.

Desempenho da semana · timeframe de 15 minutos
O movimento da semana foi de natureza macro, com três catalisadores simultâneos pressionando o mercado. O petróleo Brent ultrapassou US$ 105 por barril no decorrer da semana, acumulando alta de cerca de 7% no período, impulsionado por tensões geopolíticas no Oriente Médio, especificamente trocas de ataques militares entre EUA e Irã no Estreito de Ormuz, conforme reportou o Yahoo Finance. Em paralelo, o rendimento do Treasury de 10 anos testou 4,857%, próximo de máximas de duas décadas, após um leilão reforçado de títulos pelo Tesouro americano, segundo a Vantage Markets. O CPI de agosto, divulgado na sexta-feira, registrou inflação anual de 3,4% e core mensal de 0,3% (acima do 0,2% esperado), consolidando a percepção de que o Fed realizará mais um aumento de juros na reunião do FOMC da semana seguinte, com probabilidade próxima de 90%, de acordo com o Investrade. O alívio de sexta veio do recuo do petróleo abaixo de US$ 100 e da queda dos yields, permitindo que o setor de tecnologia puxasse os índices para cima.
O preço atual (7.656) opera acima da MM100 diária (7.495) e bem acima da MM200 diária (7.162), mantendo a estrutura de médias de longo prazo preservada. A mínima da semana em 7.580 funciona como suporte imediato a observar, enquanto a máxima de 7.717, registrada na abertura de segunda-feira, representa a resistência mais próxima. O índice encerrou a semana comprimido entre essas duas referências, com a MM100 servindo como piso estrutural mais amplo caso o movimento de baixa ganhe continuidade.

Estrutura de tendência diária (candles) · Fonte: TradingView
Pontos a monitorar na próxima semana: (1) Decisão do FOMC sobre taxa de juros, com probabilidade de alta de 25 pontos-base precificada em torno de 90% pelo mercado de futuros. (2) Comportamento do petróleo Brent em relação ao nível de US$ 100 por barril, que exerceu pressão direta sobre expectativas inflacionárias ao longo dos cinco pregões desta semana. (3) Posição do preço em relação ao suporte de 7.580 (mínima semanal) e à resistência de 7.717 (máxima semanal e abertura da semana).

Desempenho histórico sazonal · últimos 6 anos · Fonte: TradingView
Editorial BolsaNews





